ROMA, 1 MAI (ANSA) – Pelo menos seis barcos com centenas de migrantes a bordo, em sua maioria subsaarianos, desembarcaram no sul da Itália durante a noite de sexta (30) e a manhã deste sábado (1º).
Ontem, o porto de Lampedusa recebeu 532 pessoas distribuídas em quatro embarcações diferentes, enquanto que no porto militar de Augusta, na ilha da Sicília, chegaram 236 pessoas resgatadas na última terça-feira (27) pelo navio Ocean Viking, da SOS Méditerranée, na costa da Líbia.
Já nesta manhã, outros 153 migrantes desembarcaram em Lampedusa em dois botes. Todos os cerca de 700 migrantes foram realocados para o hotspot localizado em Imbriacola. Agora, as autoridades italianas iniciaram os procedimentos de transferência para os navios de quarentena.
Segundo a guarda costeira da Itália, os 532 migrantes foram resgatados, entre uma e 12 milhas da costa, pelos barcos-patrulha da Guarda de Finanças. Depois de uma primeira verificação realizada diretamente no cais, o grupo foi levado para o centro de acolhimento, que atualmente acolhe 572 pessoas.
A maioria dos migrantes é principalmente da África subsaariana.
Entre eles foram identificadas duas mulheres e uma criança.
Após os desembarques, o ex-ministro do Interior da Itália Matteo Salvini afirmou que receber essa quantidade de migrantes “é inadmissível”.
“Centenas de imigrantes ilegais desembarcam em poucas horas, é inadmissível. Escrevemos ao primeiro-ministro [Mario] Draghi e aos ministérios da Saúde e do Interior”, disse em uma publicação no Facebook.
Segundo o líder da ultranacionalista Liga, “além de verificar quem chega de avião de países em risco, entre Covid e variantes, também é necessário bloquear pequenos barcos e botes em respeito aos italianos, seus sacrifícios, sua saúde, sua segurança”.
“Nada pode ser feito? Falso. Em um ano, reduzi os desembarques em 80% e estou sofrendo duas provações por defender as fronteiras. E com menos partidas, também há menos mortes.
Vontade é poder”, finalizou Salvini.
Maus tratos – Hoje, a ONG Sea Watch Itália denunciou os maus tratos e a violência da “chamada guarda costeira líbia” contra alguns migrantes, durante a interceptação de um bote.
“É assim que ocorre a interceptação da chamada guarda costeira da Líbia. Pessoas em perigo espancadas e devolvidas à força para o inferno de onde fugiram”, diz a mensagem da entidade no Twitter.
A publicação é acompanhada com fotos e um vídeo. (ANSA)