Itália realiza conferência para reconstrução da Ucrânia

ROMA, 26 ABR (ANSA) – Começou nesta quarta-feira (26) a Conferência Bilateral para a Reconstrução da Ucrânia em Roma, na Itália, que visa arrecadar fundos e debater as necessidades do país que está sofrendo com a invasão da Rússia há mais de um ano e dois meses.   

Representando Kiev, estarão presentes o premiê Denys Shmyal e o ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, entre outros.   

Já todo o alto escalão italiano participa do evento ao longo do dia. Além disso, cerca de 600 empresas italianas foram convidadas para debater e fazer investimentos para ajudar os ucranianos.   

O governo italiano considera que sem a iniciativa privada não será possível completar tudo que a Ucrânia precisa repor, já que os danos são estimados em cerca de 411 bilhões de euros. Por outro lado, também espera-se que Kiev faça sua parte com reformas internas para ampliar a transparência dos gastos e da gestão pública.   

“A Itália exprime seu forte convencimento favorável à entrada da Ucrânia na União Europeia no tempo mais rápido possível e admiramos o compromisso de seu governo no caminho das reformas iniciadas para respeitar os parâmetros comunitários”, disse o presidente da Itália, Sergio Mattarella, em seu discurso de abertura.   

O mandatário ainda reafirmou que a Itália permanecerá “dando pleno apoio em todos os âmbitos e até que seja necessário” para Kiev. “A defesa da independência, da liberdade e da integridade territorial da Ucrânia é um valor fundamental para todos os países do mundo que acreditam na liberdade dos povos e das pessoas”, acrescentou.   

Ainda conforme Mattarella, “todos desejamos a paz, mas essa deve ser justa e que respeite a integridade da Ucrânia”.   

Já o chanceler italiano, Antonio Tajani, pontuou que a reconstrução do país europeu “é parte fundamental da ação de proximidade que nós italianos, nós europeus, queremos concretamente demonstrar”. “A reconstrução começa agora e nós queremos estar na linha de frente, colocando as bases”, destacou, ressaltando ainda que “a Rússia deve pagar pela destruição que causou”. (ANSA).