ROMA, 14 JAN (ANSA) – O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou nesta quarta-feira (14) que seu governo utilizará “todas as armas diplomáticas” para tentar conter a repressão registrada no Irã.
O país persa enfrenta uma onda de protestos contra o governo desde o fim de dezembro, motivados pela insatisfação popular com a situação econômica e pela forte desvalorização da moeda. As manifestações, no entanto, foram duramente reprimidas pelas forças de segurança, resultando em centenas de mortes e na prisão de milhares de civis.
“Usaremos todas as armas diplomáticas à nossa disposição para tentar convencer as autoridades de Teerã a adotarem uma postura diferente em relação à população civil”, afirmou Tajani, em evento na Itália.
O chanceler italiano declarou que há relatos de “milhares e milhares de mortes”, classificando a situação como “inaceitável” e “inacreditável”.
Segundo ele, a Itália seguirá trabalhando para evitar a continuidade da repressão e para garantir o restabelecimento das comunicações no Irã. “Bloquear as comunicações é realmente contrário aos nossos princípios e à democracia”, disse.
O ministro também anunciou que convocou para esta quarta uma reunião operacional no Ministério das Relações Exteriores para avaliar a situação no país e garantir a segurança dos cidadãos italianos que vivem em Teerã e em outras cidades iranianas.
Por fim, Tajani afirmou que o governo italiano está “profundamente preocupado” com os acontecimentos no Irã e que essa posição foi expressa de forma clara ao embaixador iraniano em Roma.
“A repressão não pode ser de uma violência sem precedentes. Não queremos a pena de morte”, declarou ele, ressaltando que a Itália está na vanguarda, na Europa e nas Nações Unidas, da defesa da moratória, pois “o que está acontecendo é inaceitável”.
“Esperamos que o povo iraniano possa expressar suas ideias e viver em um sistema democrático”, concluiu o chanceler italiano.
(ANSA).