Itália prevê vacinação de 60% da população até julho

ROMA, 29 ABR (ANSA) – O comissário de emergência para pandemia na Itália, Francesco Figliuolo, anunciou nesta quinta-feira (29) que a previsão é de que 60% da população esteja completamente imunizada contra o novo coronavírus Sars-CoV-2 até meados de julho.   

Durante entrevista no programa “Porta a Porta”, o especialista disse que a expectativa é garantir que, até esta data, os 60% de italianos já tenham recebido a primeira e segunda dose da vacina anti-Covid.   

De acordo com Figliuolo, o plano do governo é obter a imunidade coletiva de 80% até o final de setembro. “Acredito que desta forma teremos um verão bastante tranquilo, entendendo-se que ainda será necessário usar a máscara, respeitar o distanciamento e a higiene”.   

As autoridades sanitárias da Itália têm feito alterações na estratégia semanal da campanha de imunização para acelerar a vacinação dos cidadãos e atingir a meta de aplicar 500 mil doses por dia.   

Hoje, inclusive, “as doses da vacina contra a Covid inoculadas estão próximas da meta de 500 mil”. “Os dados me dão uma projeção de uma faixa entre 480-520 mil que deve ficar em torno da meta”, disse Figliuolo, destacando que há “potencial para chegar até 600-700 mil”.   

O comissário renovou ainda o pedido de seguir o plano de vacinação “de maneira estruturada e ordenada”, porque “isso pode nos levar a sair e fazer com que todos os cidadãos se sintam filhos do mesmo pai, que é a Itália e a nossa Constituição”.   

Atualmente, nas geladeiras da Itália existem cerca de 5,5 milhões de doses de vacinas contra o coronavírus no total, após o recebimento de mais 2,5 milhões de ampolas nesta manhã.   

O novo lote inclui 2 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela AstraZeneca e outros 500 mil da Moderna e da Johnson & Johnson. Todas as ampolas já foram distribuídas para as regiões do país. Com isso, atingir a meta diária torna-se apenas uma questão logística.   

Até agora, a Itália aplicou 19.229.172 doses de vacina, sendo que 5.697.317 pessoas já estão completamente imunizadas. (ANSA)