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Itália pressiona UE para responder a nova onda de migração


ROMA, 11 MAI (ANSA) – A Itália voltou a pressionar nesta terça-feira (11) as lideranças da União Europeia para dar uma resposta ao aumento das chegadas de migrantes através do Mar Mediterrâneo. Apenas nos 10 primeiros dias do mês de maio, o país recebeu 3.978 pessoas, perto do recorde do ano que foi contabilizado nos 28 dias de fevereiro (3.994).   

O subsecretário para Assuntos Europeus, Enzo Amendola, informou que participou do Conselho de Assuntos Gerais no bloco europeu e disse que os italianos “estão olhando para a Europa, sobretudo, para fazer frente aos desembarques dos migrantes, que voltam a aumentar em nossas costas”.   

“O desejo é que, enquanto se continua a negociar um novo pacto sobre as migrações e asilos, seja dada uma resposta urgente aos desembarques atuais, no sinal da solidariedade europeia. A fronteira marítima italiana é uma fronteira europeia”, destaca Amendola.   

Quem também se manifestou foi a ministra do Interior, Luciana Lamorghese, durante uma reunião por vídeo com representantes da UE e de países africanos.   

Segundo a política, é preciso “realizar intervenções estruturais no sistema de gestão do fenômeno no interior da União Europeia, com a ativação de concretos e sólidos mecanismos de solidariedade, também de emergência, sobre o modelo aprovado em Malta, em 2019”. Lamorghese cobrou ainda que é “preciso ter uma estratégia compartilhada na luta contra os traficantes de seres humanos e o combate ao tráfico e à imigração ilegal”.   

A ministra italiana ainda pontuou que há “uma exigência de desenvolver o diálogo construtivo com os parceiros africanos, com uma aproximação equilibrada, fundada em modelos de cooperação capazes de valorizar as especificidades de cada país, sem os quais será difícil gerir eficazmente os fluxos migratórios, não apenas por curto prazo, mas também para os próximos anos”.   

Por sua vez, a comissária europeia para Assuntos Internos, Ylva Johansson, reconheceu que “há atrasos” nas negociações de um novo pacto migratório, mas que ele está “avançando”. A ideia é que, até o fim de junho, sejam adotadas novas regras e entre em vigor a nova Agência Europeia para Asilos e sobre as normas do Blue Card, dado a profissionais altamente qualificados.   

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Conforme dados do Ministério do Interior da Itália, já chegaram ao país até esta terça-feira 12.991 pessoas – mais de três vezes o valor registrado no mesmo período em 2020, quando foram 4.184 migrantes. A maior parte dos estrangeiros vem da Tunísia, Costa do Marfim e Bangladesh. (ANSA).   

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