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Itália prende 3 suspeitos de torturar migrantes na Líbia

ROMA, 16 SET (ANSA) – As autoridades da Sicília, na Itália, prenderam nesta segunda-feira (16) três jovens suspeitos de torturarem dezenas de imigrantes em um centro de detenção de refugiados na Líbia. A operação foi comandada pela Direção Distrital Antimáfia (DDA), liderada por Francesco Lo Voi, depois que diversos migrantes relataram várias “histórias de horror” vividas na Líbia após chegaram em Messina, na Sicília. Os acusados foram identificados como Mohamed Condè, um guineense conhecido como Suarez, de 22 anos; e os egípcios Hameda Ahmed, de 26, e Mahmoud Ashuia, de 24 anos. A polícia italiana indiciou o trio por associação criminosa e envolvimento com tráfico de seres humanos, violência sexual, tortura, assassinato, sequestro para fins de extorsão, auxílio e favorecimento à imigração ilegal. Segundo os relatos, as vítimas, presas na Líbia até julho de 2018, só eram libertadas mediante a pagamento de resgate por parte de familiares. Caso o dinheiro não fosse entregue, os migrantes eram mortos ou vendidos como escravos. Já em relação às mulheres, todas eram colocadas em barracas e violentadas sexualmente. Condè é acusado de ser o responsável por aprisionar os migrantes, torturá-los e receber os pagamentos de resgate.   

Hameda, por sua vez, era considerado o carcereiro e torturador, enquanto que Ashuia também espancava os migrantes brutalmente. De acordo com as autoridades italianas, a associação liderada pelos criminosos é especializada na administração de um centro penitenciário ilegal, localizado em uma antiga base militar na cidade de Zawyia, onde centenas de migrantes tentam embarcar para chegar aos portos italianos. (ANSA)