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Itália planeja usar app para monitorar pessoas vacinadas

ROMA, 22 NOV (ANSA) – O diretor-geral da Agência Italiana de Medicamentos (Aifa), Nicola Magrini, anunciou neste domingo (22) que pretende utilizar um aplicativo para fazer o monitoramento de todas as pessoas que serão vacinadas contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) no país, assim que houver um imunizante para combater a Covid-19.   

Além disso, Magrini alertou que a possível vacina deve ser obrigatória apenas em “casos extremos”. As declarações foram dadas durante o encontro “Uma vacina para todos”, promovido pela revista Internacional em Ferrara, no qual o executivo fala sobre as vacinas anti-Covid e a campanha de vacinação que será realizada na Itália.   

“Como agência farmacêutica italiana, estimularemos mais estudos para farmacovigilância ativa também com meios inovadores, como um aplicativo para monitoramento de pessoas vacinadas”, disse.   

De acordo com o italiano, neste momento, “já existem 45 vacinas em ensaios em humanos, das quais três estão agora na fase final dos testes clínicos randomizados de grande dimensão, com várias dezenas de milhares de doentes”.   

“Podemos dizer que estes estudos serão capazes de garantir um boa avaliação dos benefícios e riscos dessas três vacinas. Não se trata de ter preferências ou não, ao contrário dos pronunciamentos feitos nos últimos dias, mas controlar os dados como uma comunidade internacional de investigação”, explicou, ressaltando que “todos devemos pedir às autoridades reguladoras o máximo de transparência e acesso aos dados e sem atalhos”.   

Já em relação à vacinação obrigatória, Magrini alertou que “a obrigatoriedade é um mecanismo delicado que deve ser reservado apenas em casos extremos, como pessoal da saúde e da residência sanitária assistencial (RSA), mas deve ser utilizado com muita cautela porque é necessário estimular a confiança individual”, afirmou.   

Segundo Magrini, nos últimos 20 anos, a agência italiana pensou na responsabilidade individual e a “certeza de que vacinas são devidamente estudadas é o melhor caminho”.   

“Esta epidemia tem servido para reforçar valores comuns como a solidariedade. Não acho que isso nos tenha dividido e não acho a metáfora da guerra adequada”, acrescentou.   

O diretor da agência de remédios ainda concluiu que a pandemia de Covid-19 “mostrou os aspectos superiores das pessoas, da pesquisa e da política que voltaram a se interessar pelo multilateralismo e além: fortaleceu os sistemas de saúde pública e mais uma vez convenceu a opinião pública de servir mais e ter mais investimento público”. (ANSA)

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