ROMA, 12 JAN (ANSA) – O governo italiano afirmou nesta segunda-feira (12) que planeja elevar o nível de suas relações diplomáticas com a Venezuela, após a libertação dos cidadãos italianos Alberto Trentini e Mario Burlò, presos no país sul-americano há mais de um ano.
Em uma mensagem de vídeo, a primeira?ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou a importância da colaboração construtiva com as autoridades venezuelanas, em especial com a presidente interina Delcy Rodríguez, ressaltando que esse canal diplomático “deve continuar a gerar desdobramentos positivos”.
“A Itália jamais se cansará de apoiar o legítimo desejo do povo venezuelano por liberdade, paz e democracia”, enfatizou ela.
Meloni também agradeceu publicamente o empenho dos servidores públicos italianos, cujo trabalho discreto foi fundamental para o desfecho positivo.
Ela afirmou que o resultado “é fruto do trabalho discreto, mas eficaz, realizado nos últimos meses não só pelo governo, mas também pela rede diplomática, pelos serviços de inteligência e por todos os servidores públicos que, em vários níveis, contribuíram para alcançar este objetivo”.
Os dois italianos ? Trentini e Burlò ? foram libertados após mais de um ano de detenção no país sul?americano e já se encontram em segurança na Embaixada da Itália em Caracas, onde um avião oficial, que partiu de Roma, chegará para repatriá?los nas próximas horas.
Para Meloni, a libertação de Trentini e Burlò “nos enche de alegria”. Eles “em breve se reunirão com suas famílias, que sofreram muito nos últimos meses”, e a todas elas renovamos “nosso carinho”, afirmou.
Já o vice?premiê e ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, também disse que a Itália pretende elevar o nível de suas relações diplomáticas com a Venezuela. “Precisamos trabalhar para uma mudança de ritmo em nossas relações com a Venezuela e, por isso, em comum acordo com Meloni, pretendemos elevar o nível de representação, que até agora era do encarregado de negócios, para o de embaixador”, disse Tajani a jornalistas em Roma.
“A Venezuela é um país muito importante para nós”, acrescentou, citando o exemplo do envolvimento da gigante energética Eni.
(ANSA).