Polícia investiga celular de aluno que esfaqueou professora na Itália

Jovem de 13 anos esfaqueou docente em escola de Roma; investigação foca em redes sociais e possível incentivo de terceiros

Polícia investiga celular de aluno que esfaqueou professora na Itália

Autoridades italianas periciam neste sábado (19) o celular de um adolescente de 13 anos, suspeito de atacar uma professora em uma escola de ensino fundamental no bairro de Centocelle, periferia leste de Roma. O incidente ocorreu na última sexta-feira (18), e a investigação busca esclarecer as circunstâncias do ataque e identificar possíveis influências de terceiros.

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  • Celular de adolescente de 13 anos, que atacou professora em Roma, está sob perícia para buscar pistas sobre o incidente.
  • O ataque ocorreu na sexta-feira (18) em Centocelle, periferia de Roma, e a professora Isabella Marsilio foi atingida por facadas após spray de pimenta.
  • O caso reacendeu o debate sobre segurança escolar e o acesso de menores a redes sociais na Itália.

O aparelho do jovem e o celular de sua mãe estão sendo analisados em busca de informações que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do ataque e identificar eventual participação ou influência de terceiros.

Segundo os investigadores, cartões de crédito utilizados para comprar as facas teriam sido usados por meio do celular da mãe do adolescente. Os aparelhos passaram por análise forense com o objetivo de reconstruir os contatos mantidos pelo garoto antes da agressão e verificar se ele recebeu algum tipo de incentivo para cometer o ataque.

Análise forense e redes sociais

Também será investigado um perfil mantido pelo adolescente em uma rede social, que tinha quatro seguidores. De acordo com as informações apuradas, o jovem iniciou uma transmissão ao vivo pouco antes de atacar a professora. Os investigadores buscam determinar o conteúdo da transmissão e identificar possíveis contatos feitos pelo adolescente naquele período.

A vítima, Isabella Marsilio, de 66 anos, professora de letras, foi atingida por golpes de faca na lateral do corpo depois que o adolescente teria borrifado spray de pimenta em seu rosto. Ela foi socorrida e levada para atendimento médico. Apesar dos ferimentos, não corre risco de morte, mas ficou em estado de choque.

Detalhes do ataque e as hipóteses

Segundo fontes ligadas à investigação, o adolescente teria tentado transmitir o ataque ao vivo pelo Telegram utilizando uma câmera acoplada a um capacete. O dispositivo teria sido colocado depois que ele pediu autorização para ir ao banheiro. A agressão foi interrompida após a intervenção de outro aluno.

Uma das hipóteses investigadas é a de que o ataque tenha sido motivado por uma nota baixa recebida pelo adolescente em uma avaliação. Um estudante ouvido após o episódio afirmou que o jovem “a odiava”. A direção da escola, entretanto, declarou que o aluno não era considerado problemático e não havia provocado preocupações anteriores.

Qual o impacto e as reações das autoridades?

O ataque provocou manifestações de autoridades italianas e reacendeu o debate sobre o acesso de menores às redes sociais e a segurança no ambiente escolar.

O ministro da Educação, Giuseppe Valditara, defendeu medidas para restringir o acesso de menores de 15 anos a redes sociais e canais considerados perigosos. Já o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, classificou o episódio como “inquietante” e afirmou que o caso levanta questionamentos para famílias e instituições de ensino.