Comportamento

Itália pede à União Europeia para distribuir migrantes

Itália pede à União Europeia para distribuir migrantes

Imagem de vídeo em 14 de novembro de 2020, em frente à Ilha de Lampedusa - GUARDIA COSTIERA/AFP


Diante do aumento do fluxo de imigrantes ilegais que cruzam o Mediterrâneo, a Itália pediu, nesta terça-feira (11), aos países da União Europeia uma maior “solidariedade” e que aceitem sua distribuição entre as nações.

A ministra do Interior da Itália, Luciana Lamorgese, pediu “intervenções estruturais para a gestão do fenômeno dentro da União Européia”, afirmou em nota.

Em videoconferência com os seus homólogos europeus, a ministra apelou “à ativação de mecanismos de solidariedade concretos e sólidos, incluindo os de emergência”, afirma a nota.

Trata-se da aplicação dos acordos de Malta de 2019 sobre a distribuição automática de migrantes em uma dezena de países, incluindo França, Alemanha, Portugal, Romênia e Finlândia.

Entre 1º de janeiro e 11 de maio, cerca de 13.000 pessoas desembarcaram nas ilhas italianas, incluindo a siciliana Lampedusa.

A maioria são migrantes do norte da África, que cruzam o Mediterrâneo em barcos improvisados. O número é três vezes maior do que o registrado em 2020 no mesmo período e dez vezes mais do que em 2019, estima o governo.

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Mais de 2.000 migrantes chegaram durante o fim de semana a Lampedusa, que fica mais perto da África do que do território italiano.

Os centros de hospedagem estão lotados e alguns migrantes dormem no asfalto em estacionamentos da ilha.

O mau tempo que está atingindo o Mediterrâneo nestes dias deve desacelerar as partidas da Líbia e da Tunísia.

Tanto as autoridades italianas quanto as ONGs que resgatam pessoas no mar estimam um fluxo recorde de migrantes nos próximos meses.

Representantes dos países africanos de onde provém a maior parte dos migrantes assistiram à conferência organizada por Portugal, que detém a presidência rotativa da UE.

A ministra italiana falou da “necessidade de desenvolver um diálogo construtivo com os parceiros africanos, com uma abordagem equilibrada, baseada em modelos de cooperação capazes de valorizar a especificidade de cada país”.

Por sua parte, o seu homólogo espanhol, Fernando Grande-Marlaska, também sublinhou que “a única forma de gerir eficazmente os fluxos migratórios é investir nas relações entre os países de origem, trânsito e destino”.

De acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 621 migrantes perderam a vida desde o início do ano enquanto tentavam cruzar o Mediterrâneo.

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