Itália expressa solidariedade a países árabes e pede fim de mísseis e drones

ROMA, 7 MAR (ANSA) – O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, afirmou neste sábado (7) que acompanha “com grande preocupação” a escalada militar na região do Golfo e expressou solidariedade aos países árabes afetados pelo conflito.   

“Estamos acompanhando a escalada na região do Golfo com grande preocupação e compreendemos plenamente a apreensão dos países da área, aos quais expressamos e continuamos a expressar nossa solidariedade. Chega de mísseis, chega de drones”, declarou o chanceler italiano em entrevista à emissora Sky News Arabia.   

Segundo Tajani, cerca de 100 mil cidadãos italianos vivem na região atingida pelas tensões, muitos deles nos Emirados Árabes Unidos. O vice-premiê aproveitou para agradecer às autoridades do país pelo apoio prestado à comunidade italiana e pela cooperação durante os ataques recentes.   

O ministro destacou ainda a relação de amizade entre a Itália e os países do Golfo e afirmou que o governo italiano está disposto a contribuir para a segurança regional.   

Ele explicou que Roma respondeu aos pedidos de alguns países da região, incluindo os Emirados Árabes Unidos, para ajudar na defesa do espaço aéreo.   

“Informamos ao Parlamento nossa intenção de prestar auxílio também por meios militares, com o objetivo de proteger nossos parceiros, os cidadãos italianos e os militares que vivem e atuam naquela região”, afirmou.   

Durante a entrevista, Tajani reiterou que a Itália defende uma solução diplomática para a crise. “Estamos sempre do lado da paz, do diálogo político e das soluções negociadas, não do uso de armas. A Itália sempre apoiou o caminho negociado. Queremos entrar em breve em uma nova fase em que a diplomacia e a política retornem”, declarou.   

O ministro também mencionou a posição comum da União Europeia, que condenou os ataques recentes e trabalha por uma solução política para o conflito.   

De acordo com ele, o bloco apoia a perspectiva de “dois povos e dois Estados” para resolver a questão entre Israel e a Palestina, ao mesmo tempo em que se opõe à possibilidade de o Irã obter uma bomba nuclear.   

Tajani afirmou ainda que um eventual ataque contra território europeu seria “inaceitável”: “Deixamos claro que Chipre nunca mais deve ser atacado. Não é coincidência que navios militares de metade da Europa tenham sido enviados. Não toquem na Europa”.   

Por fim, o chanceler alertou para possíveis impactos da crise nos mercados de energia. Para ele, a instabilidade pode gerar especulação internacional e elevar os preços do petróleo e do gás.   

Além disso, defendeu esforços para garantir a estabilidade energética e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para a exportação de petróleo. “Queremos paz e estabilidade.   

Chega de mísseis, chega de drones”, concluiu. (ANSA).