Itália entra em alerta contra cambistas nas Olimpíadas de Inverno

MILÃO, 23 JAN (ANSA) – A Autoridade Italiana de Concorrência e Garantia de Mercado (Agcom) anunciou nesta sexta-feira (23) a abertura de dois processos contra “duas importantes operadoras internacionais” envolvidas na comercialização irregular de ingressos para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão e Cortina d’Ampezzo.   

Segundo a Agcom, uma quantidade significativa de ingressos para mais de 100 competições olímpicas estava sendo revendida, em sua maioria, por valores acima do preço nominal, apesar de ainda estarem disponíveis pelos canais oficiais. Os nomes das empresas investigadas não foram divulgados.   

As apurações contam com o apoio da Unidade de Bens e Serviços Especiais da Guarda de Finanças, em colaboração com a Fundação Milão-Cortina e a Sociedade Italiana de Autores e Editores (SIAE).   

O monitoramento abrangeu desde as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos até partidas de hóquei no gelo, incluindo eventos indoor e outdoor.   

Em nota, a Agcom destacou que a especulação por meio do acúmulo e da revenda global de ingressos “impacta negativamente os usuários, que veem reduzida a possibilidade de participar de eventos de interesse cultural e recreativo”, além de afetar os contribuintes, “dadas as implicações da revenda ilegal para a sonegação fiscal”.   

Paralelamente, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, assinou um decreto para combater cambistas e a venda ilegal durante o período olímpico.   

A medida será válida de 1º de fevereiro a 15 de março e proíbe, em toda a cidade, a venda não autorizada de ingressos e passes de acesso às competições olímpicas e paralímpicas, em qualquer formato.   

O decreto também veta o comércio ambulante em áreas públicas em um raio de 500 metros de locais estratégicos, como a Arena de Hóquei no Gelo de Santa Giulia, a Vila Olímpica na Via Lorenzini e o Centro Principal de Mídia, na região de Portello.   

Além disso, ficam proibidas ações de publicidade e promoção não autorizadas, como outdoors, distribuição de panfletos e atividades que associem produtos e serviços ao evento olímpico sem autorização oficial. (ANSA).