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Itália diz que não há evidência de que Ômicron é ‘mais perigosa’


ROMA, 29 NOV (ANSA) – O coordenador da Comissão Técnico-Científica da Itália, Franco Locatelli, afirmou esta segunda-feira (29) que a nova variante da Covid-19, denominada Ômicron, é seguramente “mais contagiosa”, mas ressaltou que não há provas de que possa ser mais perigosa.   

Segundo o especialista italiano, “esta variante teve importante difusão na África do Sul,” e supõe-se que tem “um maior contágio”, tendo que “ser mantida sob controle” e “não se subestimar nem dramatizar”.   

Locatelli, que também é presidente do Conselho Superior de Saúde da Itália (CSS), explicou à Sky TG24, que seria “excessivo” usar o termo “preocupado” em relação à cepa, porque “o tempo para se tornar predominante foi muito menor em comparação às outras variantes”.   

“Houve um aumento de quase 260% dos casos. Tudo isso apoia [a hipótese] que tem uma contagiosidade maior. Mas não temos evidências de que possa causar doenças mais graves ou escapar de forma importante do efeito protetor das vacinas”, explicou.   

Para ele, embora “tudo nos leve a assumir que é mais contagiosa, precisamos entender se há uma patogenicidade maior, mas parece que não, embora a população da África do Sul seja mais jovem que a italiana”.   

Segundo Locatelli, os vacinados “estão amplamente protegidos” e, “até o momento, nenhuma das variantes isoladas, Alpha ou Delta, se mostrou resistente ao efeito das vacinas”.   

“Há mais de 30 mutações na proteína Spike, é possível que a eficácia [da vacina] com esta nova variante seja ligeiramente reduzida, mas os estudos imunológicos precisam ser conduzidos com rigor. As próximas duas semanas vão esclarecer a situação”, acrescentou ele, convidando a todos a se vacinar.   

Por fim, o executivo italiano comentou as medidas restritivas apresentadas por diversos países, incluindo o Japão, que fechou as fronteiras para estrangeiros.   

“Eu seria francamente muito cauteloso em uma escolha deste tipo.   

O que já foi decidido com absoluta tempestividade pelo ministro [da Saúde, Roberto] Speranza me parece uma medida mais adequada, a resto parece-me neste momento não suportado pela evidência”.   

(ANSA)


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