Itália detecta variante brasileira em mais de 40 pessoas

ROMA, 5 FEV (ANSA) – As autoridades sanitárias da Itália informaram nesta sexta-feira (5) que a variante brasileira do novo coronavírus Sars-CoV-2 foi identificada em pelo menos 42 pessoas na região da Úmbria.   

Durante coletiva de imprensa, o diretor para Prevenção do Ministério da Saúde da Itália, Gianni Rezza, explicou que foi detectada a circulação de duas cepas – brasileira e britânica – neste território italiano.   

Inicialmente, a mutação brasileira havia sido encontrada apenas em duas amostras enviadas da Úmbria, no centro do país, para o Instituto Superior de Saúde (ISS), órgão técnico-científico do governo italiano, após o isolamento dos dois primeiros casos suspeitos.   

Os pacientes diagnosticados com a doença são dois idosos, sendo que um morreu na última semana. O outro, porém, segue em estado grave e está internado no hospital Santa Maria della Misericordia em Perugia.   

Logo depois da análise desses testes positivos, a variante brasileira foi detectada em outras 40 amostras identificadas em um centro médico de Perugia, o que indica que a cepa pode estar circulando em grupos hospitalares, incluindo médicos e enfermeiros.   

Rezza explicou que várias medidas de prevenção para conter o vírus já foram tomadas após a descoberta dos casos. Ele ainda ressaltou que não está descartada a possibilidade de incluir a região inteira na zona vermelha, que prevê regras semelhantes às do lockdown, como tem feito com os municípios afetados.   

No início da semana, o governo da Úmbria já havia informado que a variante brasileira do Sars-CoV-2 representa uma mutação “tida como particularmente agressiva e menos reconhecível pelo sistema imunológico já treinado” para o vírus original.   

Essa cepa teria surgido em Manaus, cidade que vive um colapso do sistema de saúde por causa da explosão no número de casos, e já foi detectada em países como Alemanha, Estados Unidos, e Japão.   

No último dia 16 de janeiro, inclusive, o governo da Itália proibiu voos e viajantes provenientes do Brasil até ao menos 15 de fevereiro. (ANSA)