ROMA, 17 JUN (ANSA) – A Agência Italiana de Remédios (Aifa) informou nesta quarta-feira (17) que o remédio tocilizumabe não apresentou nenhum benefício no combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2) nos estudos realizados no país. Por isso, a pesquisa foi interrompida antecipadamente.   

Usado em casos de artrite reumatoide, o tocilizumabe é um anticorpo monoclonal recombinante que, no caso da doença onde o uso é previsto, tem eficácia comprovada por se ligar ao receptor IL-6. A tese era que ele atuaria da mesma forma no caso da Covid-19 e impediria a chamada liberação exagerada de citocinas, que agravam a resposta imunológica do corpo.   

No entanto, os testes coordenados pela Aifa em 24 centros médicos italianos foi interrompido após não ter sido verificado “nenhum benefício” em 123 pacientes.   

“O tratamento não demonstrou nenhum benefício nem em pacientes em termos de agravamento (ingressados na terapia intensiva), nem no que tange à sobrevivência”, diz a nota.   

A análise dos resultados dos voluntários mostrou um percentual similar de agravamento nas duas primeiras semanas entre pacientes que tomaram o tocilizumabe e os que receberam o tratamento padrão – 28,3% contra 27%. “Nenhuma diferença significativa foi observada no total de idas à terapia intensiva (10% contra 7,9%) e na mortalidade em 30 dias (3,3% contra 3,2%)”, diz ainda o documento.   

Por conta disso, a Aifa recomenda que essa “droga experimental” no caso da Covid só deve ser usada em caso de estudos clínicos, não devendo ser administrada fora das pesquisas. (ANSA)

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