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Itália cria força-tarefa para combater fake news sobre vírus

ROMA, 06 ABR (ANSA) – O governo da Itália anunciou neste fim de semana a criação de uma Unidade de Monitoramento para o Combate da Difusão das Fake News relativas à Covid-19 tanto em sites e blogs como nas redes sociais.   

Segundo o subsecretário da Presidência do Conselho dos Ministros, Andrea Martella, a força-tarefa atuará tanto na busca por quem difunde as notícias falsas sobre a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) como em uma campanha de conscientização dos italianos.   

“Era necessário criar perante à maciça, à crescente difusão de desinformação e fake news relativas à emergência Covid-19. […] Essa força-tarefa, de agora em diante, tem várias metas: a análise das modalidades e das fontes que geram e difundem as fake news, o envolvimento dos cidadãos e usuários das redes sociais para reforçar a rede de identificação e o trabalho de sensibilização através de campanhas de comunicação”, disse o político.   

A ação inclui membros da Presidência do Conselho dos Ministros, da Autoridade para as Garantias nas Comunicações (Agcom), do Ministério da Saúde, da Defesa Civil, especialistas da sociedade civil que trabalham com sites especializados na checagem de fatos, os principais serviços de busca online e as plataformas das redes sociais.   

“Trata-se de um órgão muito eficaz, pensado para agir de maneira rápida e ágil, através de um trabalho de conexão e comparação remota, como pede a emergência em curso. Agradeço os homens e as mulheres que aceitaram a missão com generosidade e se colocaram à disposição do país com suas experiências e competências. É um tema no qual é necessário tanto a complexidade como a delicadeza por conta de tantos perfis que existem”, diz ainda Martella, ressaltando que toda a ajuda da população civil também será bem-vinda.   

Entre os especialistas anunciados como parte da equipe, estão Riccardo Luna, Francesco Piccinini, David Puente, Ruben Razzante, Luisa Verdoliva, Roberta Villa, Giovanni Zagni e Fabiana Zollo.   

Assim como ocorre em várias partes do mundo, a propagação das notícias falsas acaba atrapalhando as medidas de contenção adotadas pelo governo italiano, como a necessidade de isolamento social, ou ainda espalhando pânico desnecessário entre os cidadãos. (ANSA)

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