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Itália confirma primeira morte por novo coronavírus

ROMA, 21 FEV (ANSA) – O governador do Vêneto, Luca Zaia, confirmou à ANSA na noite desta sexta-feira (21) que morreu um dos pacientes que haviam testado positivo para Covid-2019, doença provocada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), na região.   

Esse é o primeiro falecimento causado pela epidemia na Itália, que já contabiliza 20 casos de Covid-2019, maior número entre os países da Europa. O paciente era um pedreiro aposentado de 78 anos, Adriano Trevisan, e estava internado no Hospital de Schiavonia, em Pádua.   

“Não houve nem tempo de transferi-lo”, disse Zaia. O idoso vivia na cidade de Vo’, de 3,3 mil habitantes, assim como a outra pessoa contaminada pelo novo coronavírus no Vêneto, uma aposentada de 67 anos.   

Os dois casos foram confirmados pelo governador Zaia, mas o Instituto Lazzaro Spallanzani, hospital de Roma que é referência na Itália em doenças infecciosas, ainda não divulgou os resultados dos exames feitos nos pacientes.   

Crescimento – Até a última quinta (20), o país havia registrado apenas três casos de Covid-2019: um casal chinês que estava de férias em Roma e um pesquisador italiano repatriado de Wuhan quando ainda estava assintomático.   

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Mas o balanço explodiu nesta sexta com o anúncio dos dois casos no Vêneto e de 15 na província de Lodi, na Lombardia, onde mais de 50 mil pessoas foram colocadas em quarentena dentro de casa para evitar que a epidemia se espalhe.   

“Podem confiar, estamos tomando todas as medidas necessárias para a população. Sem alarmismo social e sem pânico”, disse o primeiro-ministro Giuseppe Conte, enquanto a extrema direita pede o bloqueio das fronteiras e a queda do governo.   

As autoridades, no entanto, correm para identificar o “paciente zero” na Itália, já que nenhum dos 17 novos contaminados esteve na China recentemente. Na Lombardia, o primeiro identificado foi um homem de 38 anos residente em Codogno, província de Lodi.   

Ele havia se apresentado ao hospital da cidade em 18 de fevereiro, com febre, mas acabou dispensado e voltou para casa.   

No dia seguinte, no entanto, o homem retornou ao pronto-socorro e foi internado. Na noite de quinta, os exames confirmaram contaminação por Sars-CoV-2.   

O paciente foi colocado em isolamento, mas já era tarde. Nos dias anteriores, ele havia mantido uma vida normal, tendo se encontrado com dezenas de pessoas e ido regularmente ao trabalho, em uma unidade da Unilever na vizinha Casalpusterlengo. Além disso, participou de duas corridas de rua, jogou futebol de salão e foi a pelo menos três jantares.   

A hipótese é de que ele tenha sido contaminado por um amigo que voltou da China em 21 de janeiro e havia apresentado sintomas de gripe. Esse segundo homem, contudo, testou negativo para o novo coronavírus. Ou seja, a fonte do contágio pode ter sido outra pessoa, ou então o amigo tinha o Sars-CoV-2, mas desenvolveu anticorpos e se curou – o Lazzaro Spallanzani fará análises de sangue para avaliar a segunda hipótese.   

Disseminação – A partir do homem de 38 anos, o coronavírus se espalhou para pelo menos 14 pessoas: sua esposa grávida de oito meses, um companheiro de corrida, três idosos entre 70 e 80 anos que frequentam o bar do pai de seu amigo atleta, além de cinco funcionários e três pacientes do Hospital de Codogno. Ainda não há informações sobre a 15ª pessoa contaminada na Lombardia.   

“Nosso filho está em estado gravíssimo. Está intubado, é uma coisa penosa, estamos devastados”, disse o pai do paciente de 38 anos. Calcula-se que ele tenha mantido contato com 120 colegas na Unilever, 70 médicos e funcionários de hospital e 80 pessoas de seu círculo íntimo, incluindo 40 membros de seu time de corrida.   

As cidades de Casalpusterlengo, Codogno, Castiglione d’Adda, Fombio, Maleo, Somaglia, Bertonico, Terranova dei Passerini, Castelgerundo e San Fiorano, todas na província de Lodi e que reúnem 50 mil habitantes, estão em isolamento. Lojas, escolas, igrejas e restaurantes foram fechados, enquanto competições esportivas estão suspensas.   

“O plano adotado prevê ações fortes. Devemos manter o vírus dentro daquela área”, disse o ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza. (ANSA)

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