CRANS-MONTANA, 4 JAN (ANSA) – As autoridades da Itália concluíram a identificação das seis vítimas italianas do incêndio ocorrido na véspera de Ano Novo no bar Le Constellation, em Crans-Montana, Suíça.
O anúncio foi feito neste domingo (4) pelo embaixador da Itália na Suíça, Gian Lorenzo Cornado, que acompanha os desdobramentos da tragédia que deixou ao menos 40 mortos e 115 feridos, sendo a maioria jovens suíços, italianos e franceses.
Os quatro jovens previamente identificados ? Giovanni Tamburi, 16 anos, de Bolonha; Achille Barosi, 16 anos, de Milão; Emanuele Galeppini, 17 anos, de Gênova; e Chiara Costanzo, 16 anos, de Milão ? serão agora acompanhados por Sofia Prosperi, 15 anos, da Itália, e Riccardo Minghetti, 16 anos, de Roma.
A identificação de Chiara Costanzo foi confirmada no final desta manhã, enquanto Tamburi, Barosi e Galeppini já haviam sido reconhecidos ontem.
Em Crans-Montana, a tragédia gerou polêmica sobre a fiscalização de bares. O prefeito Nicolas Féraud afirmou que o município “não adotou uma abordagem permissiva na inspeção de bares”, em resposta a críticas após o incêndio.
No cantão de Valais, os municípios são responsáveis pelas inspeções anuais de segurança contra incêndios em estabelecimentos de acesso público. O proprietário do bar, Jacques Moretti, declarou que seu estabelecimento havia sido inspecionado “três vezes em 10 anos”.
Na noite passada, o município anunciou ainda que pretende participar do processo criminal contra os proprietários do bar como parte civil.
Hoje, uma grande cerimônia foi realizada em Crans-Montana para homenagear às vítimas da tragédia em uma festa para celebrar a chegada do ano novo. Dos identificados, 18 são suíços, enquanto os italianos são o segundo grupo mais afetado.
O incêndio também deixou 119 feridos, a maioria com queimaduras graves e extensas, o que obrigou à transferência de cerca de 50 para hospitais com serviços altamente especializados em outros países europeus, como na Itália, que se ofereceram para recebê-los. Alguns dos afetados permanecem em terapia intensiva em coma induzido.
Uma grande procissão, em que o silêncio era quebrado apenas pelo choro de inúmeras pessoas, tomou a rua principal de Crans-Montana, partindo da igreja onde foi celebrada uma missa em memória de todas as vítimas, presidida em conjunto pelo bispo de Sion (capital do cantão de Valais), Jean-Marie Lovey, e pelo pastor protestante Gilles Cavin.
Ao final da cerimônia em memória das vítimas, o embaixador Cornado destacou a evitabilidade do incêndio: “Tragédias acontecem, mas esta não foi uma tragédia natural, e sim uma tragédia evitável: bastava um pouco de prevenção e um mínimo de bom senso”. (ANSA).