MILÃO, 4 FEV (ANSA) – A Justiça da Itália arquivou nesta quinta-feira (4) um inquérito que investigava se o ex-terrorista Cesare Battisti recebeu ajuda durante os últimos meses de seu período como foragido.
A apuração mirava em três pessoas que pertenciam ao antigo grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), em nome do qual Battisti participou de quatro homicídios no fim da década de 1970.
No entanto, um juiz de inquérito preliminar de Milão acatou o pedido do procurador antiterrorismo Alberto Nobili e arquivou a investigação.
A justificativa do Ministério Público é de que não houve nenhuma ajuda concreta a Battisti em seu último período de fuga, apenas a “vontade de obter informações sobre suas condições e a tentativa de encontrar uma solução para o caso”.
Com base no material probatório, que inclui perícia no celular de Battisti e mensagens de email, o MP diz que os suspeitos nunca ofereceram comida, meios de transporte, instrumentos de comunicação ou outras ajudas concretas, “no máximo um suporte de tipo moral ou psicológico ou em nível de sensibilização da opinião pública”.
Entregue à Itália pela Bolívia em janeiro de 2019, o ex-terrorista cumpre pena de prisão perpétua em uma cadeia em Rossano, na Calábria, extremo-sul do país.
Após ter passado quase 40 anos foragido e alegando inocência, Battisti admitiu, em março de 2019, ter sido o autor material de dois homicídios e seu envolvimento em outros dois. As quatro vítimas eram o marechal Antonio Santoro, o joalheiro Pierluigi Torregiani, o açougueiro Lino Sabbadin e o policial Andrea Campagna. (ANSA).