BRINDISI, 12 JUN (ANSA) – Um navio de cruzeiro que deveria receber milhares de policiais de várias forças italianas convocados para reforçar a segurança da cúpula do G7 na região da Puglia, no sul do país, foi apreendido nesta quarta-feira (12) por estar degradado.   

De acordo com fontes locais, inúmeras reclamações públicas denunciaram as condições “muito ruins” a bordo da embarcação “Deusa da Noite”, atracado em Brindisi, que deveria abrigar 2,5 mil policiais.   

O anúncio foi feito pelo secretário da Coordenação de Independência Sindical das Forças Policiais (Coisp) da Itália, Domenico Pianese, que relatou que o navio “estava em condições sanitárias muito precárias, com acomodações sujas e danificadas, banheiros inutilizáveis, chuveiros em ruínas e cabines inundadas”.   

Além disso, os esgotos estavam entupidos e sem ar condicionado.   

“Certamente não é o ambiente ideal para o pessoal uniformizado que estará ocupado com dias intensos de trabalho para garantir que a cúpula aconteça sem incidentes”.   

Segundo as autoridades locais, metade do contingente foi transferida para alojamentos em terra, enquanto a outra foi levada para outro navio.   

O ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, ficou irritado e pediu esclarecimentos ao Departamento de Segurança Pública sobre o acordo com a empresa grega Seajets, que fechou o contrato do serviço com uma proposta de 6,6 milhões de euros.   

O navio, antigo Costa Mágica, entrou em serviço em 2004 e é equipado com 13 decks e 1.354 cabines, além de ter capacidade para acomodar 3.470 passageiros. A embarcação foi vendida pela Costa Crociere no período pós-Covid e, neste ano, foi submetida a uma “reforma” em um estaleiro grego.   

Funcionários do Ministério do Interior fizeram uma inspeção no navio há cerca de dois meses, mas nenhuma falha foi revelada na ocasião. (ANSA).