Itália adquire ‘Retrato do Monsenhor Maffeo Barberini’, obra rara de Caravaggio

ROMA, 10 MAR (ANSA) – O ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli, anunciou nesta terça-feira (10) a aquisição da obra-prima “Retrato do Monsenhor Maffeo Barberini”, de Caravaggio, por 30 milhões de euros (R$ 182,7 milhões).   

Segundo ele, as negociações de compra do quadro, tido como uma rara pintura do gênio do Barroco e exibido ao público pela primeira vez recentemente, levaram “mais de um ano”. Após a conclusão dos trâmites administrativos necessários, a obra passará a integrar o patrimônio do Estado e será destinada às Galerias Nacionais de Arte Antiga de Roma, tornando-se parte permanente do acervo do Palazzo Barberini.   

O negócio “representa um dos maiores investimentos já feitos pelo governo italiano na aquisição de uma obra de arte e demonstra o compromisso do Ministério da Cultura em fortalecer as coleções públicas com trabalhos da mais alta importância na história da arte”, destacou Giuli.   

“Retrato de Maffeo Barberini” representa a imagem do futuro papa Urbano VIII, um rico humanista da alta sociedade romana nascido em 1568, que foi eleito para ocupar o mais importante posto da Igreja Católica em 1623, onde permaneceu até sua morte, em 1644.   

Durante a exibição inédita do quadro ao público na Galeria Nacional de Arte Antiga de Roma, entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, o crítico de arte Roberto Longhi, especialista na obra de Caravaggio, explicou que o “Retrato de Maffeo Barberini” carece de documentação, tendo pertencido por séculos à coleção da família Barberini, antes de passar a uma coleção privada que se dispersou na década de 1930. Somente em 1963, a pintura reapareceu, sendo autenticada por Longhi.   

Caravaggio (1571-1610), nome artístico de Michelangelo Merisi, é um dos maiores nomes da pintura mundial, tendo sido revolucionário e chocante em sua época. Nascido na Lombardia, norte da Itália, ele passou grande parte de sua vida em Roma.   

(ANSA).