Itália abre investigação sobre incêndio com 40 mortos na Suíça

ROMA, 8 JAN (ANSA) – O Ministério Público de Roma abriu uma investigação sobre o incêndio que matou 40 pessoas, incluindo seis adolescentes italianos, em um bar de Crans-Montana, na Suíça, na noite de Réveillon.   

O inquérito apura as hipóteses de crimes de homicídio culposo ? quando não há intenção de cometer o delito ? e incêndio, juntando-se a investigações abertas por França e Bélgica, que também tiveram cidadãos mortos na tragédia.   

O MP de Roma é quem tem competência para casos envolvendo cidadãos italianos em outros países. O Ministério das Relações Exteriores da Itália já enviou aos procuradores um relatório relativo ao incêndio, porém o inquérito é tratado sob máxima discrição.   

A tragédia no bar Le Constellation na madrugada de 1º de janeiro custou as vidas dos adolescentes italianos Achille Barosi, Chiara Costanzo, Emanuele Galeppini, Giovanni Tamburi e Riccardo Minghetti, de 16 anos, e Sofia Prosperi, de 15.   

Cinco deles foram sepultados na última quarta (8), enquanto Galeppini teve seu funeral nesta quinta (9), em Gênova. “A morte de Emanuele, desses jovens, nos deixa atônitos e incrédulos. Com confiança, pedimos que a Justiça siga seu curso para que a verdade venha à tona e que eventos tão dolorosos sejam esclarecidos”, declarou o arcebispo da cidade, Marco Tasca, durante a cerimônia fúnebre.   

Além dos mortos, outros 14 cidadãos italianos ficaram feridos, muitos dos quais seguem em estado grave.   

O incêndio foi deflagrado possivelmente por velas pirotécnicas que teriam lançado chamas no revestimento de espuma do teto do Constellation, que estava lotado para o Réveillon em meio à alta temporada de inverno na Suíça.   

A prefeitura de Crans-Montana admitiu que o bar não era inspecionado pelas autoridades municipais desde 2020, e os gestores do local se tornaram alvos de uma investigação do Ministério Público da Suíça. (ANSA).