Itália abre inquérito contra espiões egípcios por Regeni

ROMA, 4 DEZ (ANSA) – A procuradoria de Roma abriu nesta terça-feira (4) um inquérito contra cinco agentes dos serviços secretos do Egito por envolvimento no assassinato do pesquisador italiano Giulio Regeni, morto no Cairo em janeiro de 2016.   

A decisão de indiciar os oficiais pertencentes ao Departamento de Segurança Nacional e Escritório de Investigação Judicial do Cairo foi tomada unilateralmente pelos procuradores Sergio Colaiocco e Giuseppe Pignatone.   

A hipótese de crime “é sequestro de pessoa” e se baseia na análise de dados telefônicos que mostram que Regeni foi perseguido e espionado até 25 de janeiro de 2016, dia de seu desaparecimento.   

Na última terça-feira (27), as autoridades italianas iniciaram uma investigação formal contra o general Sabir Tareq, coronel Ather Kamal, major Magdi Abdlaal Sharif, capitão Osan Helmy e o agente Mahmoud Najem, informou a imprensa local.   

Regeni, que estudava na Universidade de Cambridge, fazia pesquisas para o doutorado no Cairo quando sumiu. Ele fora visto pela última vez em uma linha de metrô no Cairo. Seu corpo mutilado foi descoberto nove dias depois, nos arredores da cidade.   

Em janeiro deste ano, um promotor em Roma disse que sua pesquisa foi o único motivo de sua morte. Até o momento, ninguém foi preso. O italiano frequentava organizações sindicais clandestinas e contrárias ao presidente Abdel Fattah al Sisi, o que levantou a hipótese de crime político, mas o caso ainda permanece sem solução. (ANSA)