O Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Autismo, é um distúrbio do desenvolvimento que se manifesta nos primeiros três anos de vida e afeta a comunicação social, interação e comportamento. Cada indivíduo com TEA vive sua própria combinação de forças, sintomas e desafios O Senado brasileiro votará em breve um projeto de lei que busca especificar a terapia nutricional para indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A proposta visa garantir que o cuidado nutricional seja realizado por profissionais de saúde qualificados, seguindo orientações médicas especializadas. Esta iniciativa é uma emenda à Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, estabelecida pela Lei 12.764 de 2012, conhecida como ‘Lei Berenice Piana’.
A seletividade alimentar é uma característica comum entre crianças com TEA, afetando entre 40% e 80% dos casos. Essa condição pode resultar em dietas restritas, frequentemente de baixo valor nutricional e alta densidade energética, o que pode levar a deficiências nutricionais e problemas de saúde, como a obesidade. O projeto de lei, portanto, busca mitigar esses riscos através de uma abordagem nutricional estruturada e profissional.
Como a terapia nutricional pode beneficiar pessoas com Autismo?
A terapia nutricional para pessoas com Autismo é essencial para abordar as necessidades alimentares específicas e promover a saúde geral. Um plano nutricional bem elaborado pode ajudar a melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, garantindo que recebam todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento e bem-estar.
A implementação prática da terapia nutricional envolve a avaliação das preferências alimentares e das necessidades nutricionais específicas de cada indivíduo com TEA. Equipes de saúde multidisciplinares podem cooperar para criar estratégias personalizadas que considerem fatores como textura dos alimentos, apresentação e rotina alimentar. Além disso, os profissionais podem educar as famílias e os cuidadores sobre a importância de introduzir variabilidade na dieta para garantir uma alimentação equilibrada.
Profissionais de saúde qualificados podem desenvolver estratégias personalizadas para lidar com a seletividade alimentar de pessoas com Autismo, introduzindo gradualmente novos alimentos e texturas na dieta do paciente. Além disso, o acompanhamento contínuo pode ajudar a identificar e corrigir deficiências nutricionais antes que se tornem problemas de saúde mais graves.
@fernando.petiti Você sabia que o autismo também pode afetar a alimentação? Muitas pessoas com TEA podem ter deficiências nutricionais graves e, por isso, apresentamos um projeto de lei na Câmara para instituir o programa de Terapia Nutricional para essa parcela da população. Vem saber mais sobre isso! . . . . #FernandoPetiti #VereadorSJC #SaoJoseDosCampos #FarmaciaComunitaria ♬ som original – Fernando Petiti
Quais são os próximos passos para a aprovação da proposta?
Para que as propostas sejam aprovadas, elas precisam passar por várias etapas no processo legislativo. O projeto de lei sobre terapia nutricional para autistas já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais e agora aguarda votação no plenário do Senado. Essas iniciativas refletem um esforço contínuo para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, abordando questões de saúde e infraestrutura essenciais. A aprovação dessas propostas pode representar um avanço significativo na proteção dos direitos e no bem-estar da população.