O lipedema é uma condição médica que afeta principalmente mulheres, caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Apesar de sua prevalência, a doença ainda é cercada de estigmas e frequentemente confundida com obesidade. Reconhecida oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019, o lipedema ainda carece de conscientização e compreensão adequadas.
Descrito pela primeira vez em 1940, o lipedema é também conhecido como síndrome Allen-Hines, em homenagem aos médicos que o identificaram. Apesar de sua longa história, a condição só recentemente começou a ganhar atenção, em parte devido a relatos de figuras públicas que compartilham suas experiências com a doença.
Quais são os Sintomas do Lipedema?
Os sintomas do lipedema são distintos e podem ser facilmente identificados por profissionais de saúde experientes. O principal sinal é a desproporção entre a gordura acumulada nas pernas e a quantidade de gordura no restante do corpo. Muitas vezes, as pacientes relatam dificuldade em perder peso nas pernas, mesmo com dieta e exercícios físicos.

Além disso, as pessoas com lipedema podem experimentar dor, sensação de peso, queimação e formação de hematomas nas áreas afetadas. Esses sintomas podem se intensificar durante mudanças hormonais, como puberdade, gravidez e menopausa.
Qual é a Prevalência do Lipedema no Brasil?
A prevalência do lipedema é difícil de determinar com precisão devido ao subdiagnóstico. Estima-se que entre 11% e 19% das mulheres possam ser afetadas pela condição. No Brasil, um estudo de 2022 indicou que cerca de 12,3% das mulheres podem ter lipedema, o que representa aproximadamente 12,9 milhões de brasileiras.
O que Causa o Lipedema?
As causas exatas do lipedema ainda não são completamente compreendidas, mas acredita-se que fatores genéticos e hormonais desempenhem um papel significativo. A condição afeta quase exclusivamente mulheres, sugerindo uma ligação com os hormônios femininos, especialmente o estrogênio. Além disso, há relatos de casos familiares, indicando uma possível predisposição hereditária.
Fatores ambientais, como alimentação inadequada e sedentarismo, também podem influenciar a progressão da doença, embora não sejam causas diretas.
Quais são os Tratamentos Disponíveis para o Lipedema?
Embora não haja cura para o lipedema, existem tratamentos que podem aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pacientes. O tratamento é geralmente personalizado e pode incluir atividades físicas de baixo impacto, como hidroginástica e pilates, além de uma dieta balanceada rica em frutas, vegetais e proteínas magras.
Outras opções terapêuticas incluem o uso de meias compressivas para melhorar a circulação e a prática de drenagem linfática. Em casos mais severos, a lipoaspiração específica para lipedema pode ser considerada, embora deva ser cuidadosamente avaliada devido aos riscos associados.
O aumento da conscientização sobre o lipedema é crucial para melhorar o diagnóstico e o tratamento da condição. Com mais informações disponíveis, tanto pacientes quanto profissionais de saúde podem trabalhar juntos para gerenciar melhor os sintomas e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas.