IstoÉ tem reconhecido direito constitucional de informar e de chamar as coisas pelo nome que têm

Crédito: AFP/Hulton Deutsch

SEMELHANÇA A ordem e a disciplina impostas por Hitler para controlar os alemães sempre pareceram exemplares para Bolsonaro (Crédito: AFP/Hulton Deutsch)


Em mais uma edição histórica, a revista IstoÉ, da Editora Três, da qual orgulhosamente faço parte, retratou, meses atrás, Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, como um Adolf Hitler dos trópicos, chamando-o corretamente de ‘mercador da morte’.

A publicação se baseou em fatos e provas abundantes de supostos crimes cometidos pelo amigão do Queiroz, o miliciano que entupiu a conta corrente da primeira-dama com 90 mil reais em ‘micheques’, obtidas e divulgadas pela CPI da Covid.

O devoto da cloroquina, inclusive, foi indiciado pela Comissão por nove crimes, sendo sete deles penais e dois de responsabilidade, podendo ser trancafiado por anos numa cela e, no limite de um sonho de verão, ser impedido ainda neste mandato.

NAZISMO

A revista apontou práticas semelhantes ao nazismo praticadas pelo governo Bolsonaro, com conhecimento e incentivo do presidente, como testes em humanos de drogas experimentais, e detalhou, pormenorizadamente, outras condutas homicidas do mercador da morte.

Eu mesmo, em dois artigos sobre o tema, detalhei minuciosamente diversos comportamentos nazistas – falas e atitudes – do patriarca do clã das rachadinhas e das mansões milionárias. E também afirmei que a revista não cometera crime algum, confirmado agora pela justiça.

Inclusive, fui de encontro a meia-dúzia de fanáticos bolsonaristas que, alegando a ‘condição’ de judeu – como sou – tentaram inferir à publicação a pecha de ter relativizado o nazismo e os horrores do holocausto, o que era uma mentira sem tamanho por parte dos mesmos.

DECISÃO EXEMPLAR

Em sua brilhante decisão, o Juiz de Direito, Frederico Botelho de Barros Viana, da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, determinou o trancamento de inquérito requerido pelo Ministério da Justiça para investigar suposto crime contra a honra do sociopata.

‘Não se verifica a existência de qualquer indício, mínimo que seja, a justificar a existência de procedimento investigatório. A reportagem enfatiza alegações feitas pelo senador Calheiros, que compara práticas do governo atual com práticas do regime nazista alemão’.

‘A matéria não traz consigo quaisquer elementos que possam sugerir eventual necessidade e adequabilidade de aplicação penal. As informações apresentadas e suas reflexões são da garantia de liberdade de manifestação do pensamento e da liberdade de imprensa’.

TOMA, DISTRAÍDO
Por fim, o magistrado afirmou: ‘a continuidade do inquérito consiste em flagrante ilegalidade; não há justa causa mínima a fundamentar sua existência e mais se aproxima de tentativa de combate à livre manifestação do pensamento, utilizando-se do aparato repressivo estatal’.

Taqueopariu, hein! Que cacetada levaram o maníaco do tratamento precoce e o atual bibelô da Justiça. Se caneta fosse chinelo e o ‘mercador da morte’, criança malcriada (e ele é!), aí estaria uma surra homérica para marcar a passagem deste cretino pela Presidência.

Jair Bolsonaro e a malta autocrata que lhe cerca, apoiados por raças distintas de ruminantes, são useiros e vezeiros em distribuir ofensas e impropérios, os mais baixos possíveis, muitos dos quais criminosos, e quase sempre baseados em mentiras e distorções.

Porém, quando confrontados com verdades incômodas, partem para a ofensiva nazifascista de opressão institucional contra a imprensa e opositores políticos. Para a sorte da IstoÉ, do Brasil e minha própria, ‘ainda existem juízes em Berlim’. Toma, distraído!


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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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