Leia em IstoÉ: O apelo do centro

O PSD de Gilberto Kassab se movimenta para lançar sua própria candidatura à presidência e atrair os eleitores que rejeitam Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Leia em IstoÉ: O apelo do centro

Os dias na cúpula do PSD estão agitados. Pela primeira vez desde que foi fundado, em 2011, o partido prepara uma candidatura à presidência da República. A tarefa é tão complexa que, até recentemente, a legenda chegou a ter três postulantes de peso – os governadores Ronaldo Caiado (GO), Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr. (PR). Cada um deles se apresentava com o discurso de que entraria na disputa com ímpeto de ganhar, se posicionando como adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e como alternativa ao bolsonarismo.

Se em 2022, dois nomes aglutinaram a atenção dos eleitores, Lula e Jair Bolsonaro (PL), desta vez o PSD procura construir o que se costuma chamar terceira via. Mas o presidente nacional do partido – e um de seus fundadores –, Gilberto Kassab, nega essa expressão, fazendo propaganda para a legenda, ao nomeá-la “a melhor via”. Com ou sem marketing, ele move as peças do jogo político para que a sigla fortaleça suas chances de chegar ao segundo turno.

A esta altura, a cerca de seis meses do primeiro turno, no dia 4 de outubro, a provável escolha do partido será Caiado. Seu nome ganhou força, depois da surpreendente desistência de Ratinho Jr., que decidiu se concentrar na eleição em seu estado. Durante a semana, reuniões ocorreram entre o núcleo duro de Kassab (uma entourage que o acompanha há anos) e os dois postulantes. De todo modo, Caiado reforçou suas credenciais e seus planos de chegar ao Palácio do Planalto, apostando em seu longo histórico de antipetismo.

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