O Exército de Israel informou, em publicação no X (antigo Twitter), que substituiu a imagem de Jesus Cristo crucificado destruída no domingo, 19, por um soldado no sul do Líbano. A corporação também anunciou a punição de dois militares com 30 dias de detenção, após a divulgação de uma foto do ato, que motivou a abertura de uma investigação.
+ Grupo armado libanês Hezbollah dispara contra Israel, alegando violações de trégua
+ Israel publica pela primeira vez mapa de área do sul do Líbano sob seu controle
A investigação apontou que, durante uma operação na vila de Debel, um soldado danificou a estátua enquanto outro registrava a cena. O Exército afirmou ainda que outros seis militares presenciaram o episódio, mas não tentaram impedi-lo nem o comunicaram aos superiores.
Segundo a postagem, o Comando do Norte iniciou a substituição do monumento assim que foi informado sobre o episódio. No comunicado, as FDI afirmaram lamentar profundamente o ocorrido e disseram adotar medidas para evitar que situações semelhantes se repitam.
Confira
A short while ago, in full coordination with the local community of Debel in southern Lebanon, the damaged statue was replaced by IDF troops. The Northern Command worked to coordinate the replacement of the statue from the moment it received the report of the incident.
The IDF… pic.twitter.com/nGh1s1iia1
— Israel Defense Forces (@IDF) April 21, 2026
A foto de um soldado israelense destruindo a estátua foi divulgada inicialmente pelo jornalista palestino Younis Tirawi. Antes de confirmar a autenticidade da imagem, o porta-voz internacional das Forças de Defesa de Israel, Nadav Shoshani, afirmou que o caso era analisado “de forma minuciosa”.
Veja
Lebanon |
An Israeli soldier smashing the head of a Jesus Christ statue during operations in southern Lebanon. pic.twitter.com/Sj1m16tj9q
— Younis Tirawi | يونس (@ytirawi) April 19, 2026
Horas depois, o Exército israelense reconheceu que a imagem era verdadeira, classificou a conduta do militar como “extremamente grave” e prometeu adotar medidas. O episódio gerou críticas internacionais. A embaixada do Irã na África do Sul repudiou o caso.