O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou, nesta terça-feira (27), que após a repatriação do corpo do último refém que ainda estava em Gaza, seu país está concentrado no desarmamento do Hamas e na desmilitarização do território palestino.
Durante uma coletiva de imprensa televisionada, Netanyahu prometeu, nesta terça, que não permitirá a criação de um Estado palestino na Faixa de Gaza e insistiu em que seu país manterá o controle deste território, assim como da Cisjordânia.
Netanyahu declarou que após a repatriação dos restos mortais de Ran Gvili, o último dos 251 reféns sequestrados pelo Hamas no ataque de 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza, Israel está concentrado no desarmamento do Hamas e na desmilitarização da Faixa de Gaza.
“Agora, nos concentramos em completar as duas tarefas pendentes: desarmar o Hamas e desmilitarizar Gaza de armas e túneis”, afirmou Netanyahu.
O plano de cessar-fogo, impulsionado pelos Estados Unidos – em vigor desde 10 de outubro e que pôs fim a dois anos de guerra – prevê o desarmamento do Hamas na segunda etapa do acordo.
O Hamas, que governa Gaza desde 2007, afirma que o retorno a Israel dos restos mortais de Gvili mostra seu compromisso com o acordo para um cessar-fogo, mas se negou a depor as armas.
“Tenho escutado que vou permitir o estabelecimento de um Estado palestino em Gaza, mas isso não aconteceu e não vai acontecer (…) Acredito que todos sabem que quem bloqueou repetidamente o estabelecimento de um Estado palestino sou eu”, declarou Netanyahu, depois que vários países europeus reconheceram o Estado palestino em 2025.
Além disso, o primeiro-ministro israelense afirmou que “Israel vai exercer o controle de segurança do (rio) Jordão até o mar, e isso se aplica também à Faixa de Gaza”.
Netanyahu também fez uma advertência ao Irã e prometeu que caso a República islâmica ataque seu país, enfrentaria uma resposta com um nível de força sem precedentes.
“Se o Irã cometer o grave erro de atacar Israel, responderemos com uma força sem precedentes”, disse Netanyahu durante uma coletiva de imprensa televisionada.
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