RAFAH, 2 FEV (ANSA) – Israel reabriu nesta segunda-feira (2) a passagem de fronteira entre Rafah, no sul da Faixa de Gaza, e o Egito, porém com trânsito limitado a moradores do enclave palestino.
O posto estava fechado desde que as forças israelenses tomaram o controle do local, em maio de 2024, durante a guerra contra o grupo fundamentalista islâmico Hamas.
A reabertura acontece em meio a apelos de organizações de assistência humanitária, que veem a passagem de Rafah como essencial para levar ajuda à população de Gaza, e após a chegada de equipes de uma missão da União Europeia especializada em gestão de fronteiras, e Eubam.
Apenas moradores do enclave poderão utilizar a passagem, e a imprensa do Egito publicou que somente 50 pessoas cruzarão a fronteira em cada sentido nos primeiros dias de reabertura. Já a emissora estatal israelense Kan veiculou que cerca de 150 indivíduos devem deixar Gaza em direção ao país africano nesta segunda-feira, incluindo 50 pacientes que necessitam de assistência médica, e que outros 50 farão o caminho inverso.
Israel condicionava a reabertura do posto de fronteira de Rafah à restituição dos restos mortais de Ran Gvili, o último refém sob poder do Hamas em Gaza e cujo corpo foi encontrado e sepultado na semana passada, no âmbito do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025.
No último fim de semana, no entanto, as forças israelenses violaram a trégua ao bombardear diversos alvos na Faixa de Gaza, deixando, segundo as autoridades do enclave, pelo menos 32 pessoas mortas, incluindo sete crianças.
O Exército de Israel alega que agiu após combatentes palestinos surgirem em um túnel em Rafah. (ANSA).