Israel planejava matar aiatolá Khamenei desde novembro, diz ministro da Defesa

Líder supremo foi vitimado por bombardeios conjuntos em Teerã, segundo presidente Donald Trump

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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, em declarações à imprensa no Ministério da Defesa em Atenas, Grécia 20 de janeiro de 2026 REUTERS/Louisa Gouliamaki Foto: REUTERS/Louisa Gouliamaki

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, revelou nesta quinta-feira que Israel tomou a decisão de eliminar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, já em novembro, com planos para executar a operação cerca de seis meses depois.

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Khamenei foi morto nas primeiras horas da campanha aérea conjunta dos EUA e Israel, iniciada no sábado, marcando o primeiro assassinato de um governante principal de um país por meio de ataque aéreo.

O ataque aéreo conjunto chega ao fim de sua primeira semana, após os disparos iniciais terem eliminado os líderes do país e desencadeado uma guerra regional. Isso inclui ataques iranianos contra Israel, países do Golfo e Iraque, além de respostas israelenses contra o Hezbollah — aliado do Irã — no Líbano.

Homem presta condolências ao aiatolá Ali Khamenei, morto em ataque dos EUA e Israel (Foto: REUTERS/Willy Kurniawan)

“Já em novembro nos reunimos com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em um fórum muito restrito, e o primeiro-ministro estabeleceu a meta de eliminar Khamenei”, afirmou Katz em entrevista ao noticiário da TV N12 de Israel.

O prazo original estava fixado para meados de 2026, conforme declarado por ele.

O plano foi posteriormente compartilhado com Washington e antecipado para cerca de janeiro, após o eclodir de protestos no Irã.

Na ocasião, Israel temia que os governantes clericais, sob pressão, pudessem lançar um ataque contra Israel e ativos dos EUA no Oriente Médio, explicou Katz.

Israel declarou que seu objetivo é eliminar a ameaça existencial representada pelo programa nuclear e pelo projeto de mísseis balísticos do Irã, além de provocar uma mudança de regime. Até o momento, os governantes do Irã não demonstraram qualquer sinal de renúncia ao poder.