O exército israelense negou, nesta sexta-feira (30), ter validado o saldo das autoridades da Faixa de Gaza de mais de 71.000 palestinos mortos no território desde 7 de outubro de 2023, conforme noticiado pela imprensa nacional.
“Tsahal (o exército israelense) esclarece que a informação publicada não reflete seus números oficiais”, escreveu o tenente-coronel Nadav Shoshani, porta-voz das Forças Armadas, no X.
“Qualquer publicação ou informação sobre este assunto será divulgada por meio de canais oficiais e adequados”, acrescentou.
Sem citar fontes, o jornal Haaretz publicou um artigo na quinta-feira afirmando que o exército “aceitou a estimativa do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas”.
Outros jornais israelenses publicaram posteriormente a mesma informação. Eles também não especificaram suas fontes.
Em seu artigo, o Haaretz acrescentou que o exército estava examinando “os dados sobre os mortos (palestinos) para determinar quantos eram combatentes e quantos eram civis”.
Um ataque realizado por combatentes do Hamas em 7 de outubro de 2023 em Israel matou 1.221 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais.
Desde então, pelo menos 71.667 palestinos morreram no pequeno território costeiro em consequência da campanha militar de retaliação israelense, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.
As autoridades israelenses questionam a credibilidade desses números e afirmam que uma administração sob controle do Hamas não é confiável.
O ministério de Gaza não especifica a proporção de combatentes no total e observa que mais da metade dos mortos são crianças e mulheres.
Essas estatísticas contabilizam apenas os mortos em bombardeios israelenses ou nos combates e não incluem aqueles cujos corpos ainda não foram recuperados dos escombros de um território devastado pelos bombardeios israelenses.
Também não incluem as mortes indiretas causadas pela guerra.
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