ROMA, 29 AGO (ANSA) – As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta sexta-feira (29) o começo da fase inicial da operação para ocupar totalmente a Cidade de Gaza, no enclave palestino.
“Não estamos esperando. Iniciamos as primeiras fases do ataque à Cidade de Gaza”, declarou o porta-voz das IDF, Avichay Adraee, no X.
Segundo ele, as forças israelenses estão “operando com grande força nos arredores da cidade”. Repórteres da Al Jazeera relatam milhares de deslocados fugindo “sob um céu escurecido pela fumaça dos bombardeios”.
Mais cedo, o jornal britânico “The Guardian” já havia divulgado que as tropas de Israel declararam a Cidade de Gaza “uma zona de combate perigosa”, enquanto os militares se preparavam para um ataque aos destroços do maior município do enclave palestino.
“De acordo com a avaliação situacional e as diretrizes do escalão político, a partir de hoje, às 10h (horário local), a pausa tática local na atividade militar não se aplicará à área da Cidade de Gaza, que constitui uma zona de combate perigosa”.
As IDF reforçaram ainda que continuam “apoiando esforços humanitários enquanto conduzem as operações para proteger Israel”.
Na semana passada, aviões e tanques já teriam bombardeado partes da Cidade de Gaza, cujos arredores foram tomados por veículos blindados de Israel. Imagens de satélite da região, divulgadas pela BBC, mostram grandes danos no território, incluindo os bairros de Zeitoun e Sabra, com diversos edifícios completamente destruídos.
Cerca de 1 milhão de palestinos, sendo em sua maioria frágeis ou idosos, devem ser deslocados pela expansão do ataque israelense na área, onde uma instituição de ajuda alimentar apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) declarou no início deste mês que havia uma “severa fome”.
O plano do premiê Benjamin Netanyahu para assumir o controle total da Cidade de Gaza, que concentra metade da população da Faixa de Gaza, foi aprovada em uma reunião de segurança israelense e prevê a evacuação de 1 milhão de pessoas, o que pode piorar a já grave crise humanitária no enclave palestino.
(ANSA).