Representantes de Israel e do Líbano retomarão as negociações presenciais em Washington na quinta-feira, 23. A informação foi confirmada pela Reuters nesta segunda-feira, 20, por uma fonte israelense sob condição de anonimato. O encontro marca a primeira rodada de conversas oficiais entre as nações desde que o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos entrou em vigor, na quinta-feira, 16. O embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, chefiará a delegação de seu país.
Apesar da agenda diplomática, a situação no sul do Líbano permanece instável. As Forças de Defesa de Israel emitiram novos alertas nesta segunda-feira, ordenando que residentes libaneses não retornem a um cinturão de território ao longo da fronteira e evitem a área do rio Litani. Por meio de redes sociais, os militares publicaram um mapa delimitando uma “linha vermelha” que abrange 21 vilarejos, além de citar outras 50 localidades onde o retorno de civis ainda é proibido.
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⭕️ REVEALED: The Forward Defense Line and the area in which IDF soldiers are operating, following the ceasefire agreement.
5 divisions are operating simultaneously south of the Forward Defense Line in southern Lebanon in order to dismantle Hezbollah terror infrastructure sites… pic.twitter.com/eibA2pgDHe
— Israel Defense Forces (@IDF) April 19, 2026
A manutenção de tropas israelenses em território libanês visa estabelecer uma zona de amortecimento para proteger o norte de Israel. No entanto, o Hezbollah afirma manter o “direito de resistir” à ocupação. Nesta segunda-feira, o grupo declarou ter detonado explosivos contra veículos militares israelenses no domingo, resultando na destruição de quatro tanques. Os militares de Israel confirmaram a morte de um soldado e ferimentos em outros nove durante combates recentes na região, mas não comentaram especificamente a perda dos blindados.
O cenário de insegurança é corroborado por lideranças locais. Mahmoud Qmati, oficial sênior do Hezbollah, orientou moradores dos subúrbios de Beirute a não retornarem às suas casas devido ao risco de novos ataques. Conselhos locais no sul do Líbano emitiram avisos semelhantes.
O conflito, intensificado em 2 de março, gerou graves consequências humanitárias. Segundo autoridades libanesas, a ofensiva resultou em mais de 2.300 mortes e no deslocamento de 1,2 milhão de pessoas. Do lado israelense, o governo registra a morte de dois civis por ataques de drones e foguetes, além de 15 soldados mortos em operações no Líbano desde o início do mês passado.
* Com informações da Reuters