Israel confirma operação terrestre no Líbano

Israel confirma operação terrestre no Líbano

"ForçasExército israelense avançou até a cidade libanesa de Khiam, ampliando temor de uma invasão em maior escala. Segundo Beirute, quase 1 milhão de pessoas foram deslocadas no país. Acompanhe os desdobramentos do conflito.
Ministro do Exterior do Irã contradiz o presidente americano Donald Trump e diz que o Teerã não pediu cessar-fogo;
Israel afirma ter iniciado amplos ataques no oeste do Irã e suas forças armadas possuem planos param mais seis semanas de guerra;
Irã lança novos ataques a Israel e países do Golfo Pérsico. Guarda Revolucionária iraniana prometeu "perseguir e matar" o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
ONG americana diz que mais de 3 mil pessoas morreram em ataques no Irã desde 28 de fevereiro, incluindo ao menos 1,3 mil civis.
No Líbano, ataques de Israel mataram 850 em duas semanas.
Trump pede a aliados que enviem navios de guerra ao Estreito de Ormuz.
Irã ameaça atacar empresas americanas na região se EUA avançarem contra infraestrutura energética do país.
Exército israelense confirma invasão terrestre ao Líbano.

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:

Israel anuncia operação terrestre no Líbano
O Exército israelense confirmou nesta segunda-feira (16/03) que iniciou "operações terrestres limitadas e direcionadas" no sul do Líbano, à medida que a guerra no Oriente Médio continua a se expandir.

Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), o objetivo é atingir membros ativos do Hezbollah na região, bem como sua infraestrutura. As operações terrestres fazem parte de "medidas defensivas mais amplas" para proteger os moradores do norte de Israel, afirmou Israel.

De acordo com o porta-voz do Exército, Nadav Shoshani, o Exército israelense agora atua em áreas onde antes não operava. Ele não especificou exatamente quais localidades estão envolvidas, mas disse que o Hezbollah representa uma ameaça à população civil israelense a partir desses pontos.

Mais de 850 mortos no Líbano

Os combates voltaram a se intensificar no Líbano após o ataque conjunto dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, com o Hezbollah retaliando ao lançar mísseis contra Israel.

A retomada das hostilidades arrastou o Líbano para um novo conflito, rompendo o cessar-fogo entre Israel e Hezbollah firmado em novembro de 2024. Segundo o governo libanês, mais de 850 pessoas já morreram no país desde o início dos ataques, incluindo 100 crianças. Quase 1 milhão de pessoas foram deslocadas.

Também nesta segunda-feira o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, ameaçou tomar território caso o governo libanês não impeça o Hezbollah de atacar cidades israelenses, conforme previsto no acordo de cessar-fogo de 2024. Ele afirmou que os libaneses deslocados não poderão retornar até que a segurança dos israelenses que vivem perto da fronteira fosse garantida.

Ofensiva em larga escala?

Em Beirute, cresce a preocupação com uma ofensiva terrestre israelense de maior escala. Segundo o portal norte-americano Axios, Israel pretende assumir o controle de toda a área ao sul do rio Litani para desmantelar a infraestrutura militar do Hezbollah.

O Jerusalem Post informou que as forças israelenses ainda não avançaram até essa região, sugerindo que as operações atuais não configuram, por enquanto, uma invasão como a ocorrida em 2024.

O Hezbollah confirmou operações terrestres na área de Khiam, cerca de 6 quilômetros da fronteira com Israel. Fontes de segurança libanesas relataram combates intensos entre os dois lados na cidade.

gq (DPA)

Em vídeo, Netanyahu desmente rumores sobre sua morte
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, publicou neste domingo (15/03), no X, um vídeo em que aparece pedindo um café e, com um trocadilho, faz alusão aos rumores que o davam como morto. No vídeo, seu assistente pergunta diretamente sobre as especulações que se espalharam na internet na última semana sobre seu suposto assassinato, e Netanyahu responde "sou apaixonado por café. […] Sou apaixonado pelo meu povo", usando um verbo que em hebraico poderia ser traduzido como "morro por um café".

Os rumores cresceram quando, em um discurso ao vivo anterior, um efeito óptico fez parecer que ele tem seis dedos em uma mão. O erro, comum em conteúdos sintéticos produzidos por IA, serviu para que o trecho se tornasse viral e alimentou alegações de que o premiê teria sido assassinado.

Uma análise forense da agência de notícias EFE, porém, descartou que o vídeo tivesse sido criado por inteligência artificial. Uma análise quadro a quadro demonstra que o suposto dedo adicional é, na verdade, o dorso da mão, que se projeta ao lado da sombra do dedo mínimo.

gq (DW, EFE, AFP)

Alemanha não protegerá navios no Estreito de Ormuz, diz ministro
A Alemanha não participará de uma operação militar internacional para proteger navios mercantes no Estreito de Ormuz, afirmou neste domingo (15/03) o ministro das Relações Exteriores do país, Johann Wadephul. "Vamos nos tornar parte ativa desse conflito? Não", disse ele à emissora pública ARD, ao comentar a guerra no Irã e a possibilidade de ampliar a atual missão da União Europeia na região.

Segundo ele, o governo alemão tem uma posição muito clara sobre o tema, já expressa pelo chanceler federal alemão Friedrich Merz e pelo ministro da Defesa, Boris Pistorius. "Não participaremos desse conflito."

Wadephul afirmou que os Estados Unidos e Israel dizem ter como objetivo destruir as capacidades militares do Irã, especialmente seus programas nuclear e de mísseis. "E o que esperamos agora é ser informados e incluídos quando isso acontecer. E então gostaríamos muito de participar das negociações."

Ele acrescentou que a segurança no Estreito de Ormuz só será alcançada com uma solução negociada e com diálogo com os iranianos.

Trump pediu força global no Golfo

O presidente dos EUA, Donald Trump, havia mencionado a possibilidade de apoio militar de vários paísespara garantir a segurança da navegação no Ormuz, vital para o transporte global de petróleo. O tráfego marítimo na região praticamente parou, elevando os preços do petróleo. O americano chegou a sugerir o envio de navios de guerra à região.

Nesta segunda-feira, os ministros das Relações Exteriores da UE devem se reunir pessoalmente em Bruxelas pela primeira vez desde o início do conflito com o Irã.

Sobre uma possível ampliação da missão europeia Aspides, Wadephul afirmou que a operação, focada no Mar Vermelho, não tem sido eficaz até agora. "Por isso, sou muito cético quanto à possibilidade de que estender a Aspides ao Estreito de Ormuz traga mais segurança. Vamos discutir tudo isso com calma. Estamos participando de forma construtiva."

Em fevereiro de 2024, a União Europeia decidiu lançar a Operação Aspides para proteger a navegação no Mar Vermelho. Uma fragata alemã também participou da missão.

gq (DPA, DW)

Israel prepara planos de guerra para ao menos seis semanas contra o Irã
As Forças de Defesa de Israel (IDF) elaboram planos de guerra para pelo menos mais seis semanas
A porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Effie Defrin, disse à emissora norte-americana CNN que ainda há "milhares de alvos pela frente" no Irã.

"Estamos prontos, em coordenação com nossos aliados dos EUA, com planos que vão até pelo menos o feriado judaico da Páscoa, daqui a cerca de três semanas. E temos planos mais detalhados para até mesmo três semanas além disso", continuou Defrin.

O porta-voz disse que as forças israelenses "não estão trabalhando de acordo com um cronômetro ou um cronograma, mas sim para alcançar nossos objetivos". A operação dos EUA e de Israel contra o Irã começou em 28 de fevereiro.

gq (DW)

Ataque com mísseis no Aeroporto de Bagdá deixa quatro feridos
Um ataque com foguetes contra o Aeroporto Internacional de Bagdá, no Iraque, deixou quatro pessoas feridas, segundo autoridades iraquianas.

"Cinco foguetes atingiram o Aeroporto Internacional de Bagdá e sua área externa, ferindo quatro funcionários do aeroporto, agentes de segurança e engenheiros", afirmou Saad Maan, chefe da Célula de Mídia de Segurança do Iraque, em publicação no Facebook.

De acordo com as autoridades, os projéteis atingiram o aeroporto e uma estação de dessalinização de água. Outros foguetes caíram perto de uma prisão onde estão detidos membros do grupo "Estado Islâmico" e de uma base aérea iraquiana localizada ao lado de uma instalação diplomática dos Estados Unidos.

Forças de segurança disseram ter assumido o controle do local de lançamento dos foguetes, situado na área de al‑Radwaniya, no sudoeste da capital.

Este é o segundo ataque ao complexo aeroportuário de Bagdá em uma semana.

Ainda não está claro qual grupo realizou a ofensiva. No domingo, o Hezbollah havia divulgado um vídeo de um suposto ataque com drone contra uma base americana próxima ao aeroporto.

gq (DW)

Liberação recorde de reservas de petróleo terá início em breve, diz AIE
A Agência Internacional de Energia (AIE), com sede em Paris, informou que seus 32 países membros iniciarão em breve o desbloqueio de suas reservas de petróleo ao total de 400 milhões de barris. A medida, maior liberação já realizada na história da organização, ocorre em meio à operação dos EUA e de Israel contra o Irã.

"O petróleo das reservas emergenciais da AIE começará em breve a chegar aos mercados globais, após o anúncio de 11 de março de que os países‑membros da agência disponibilizarão 400 milhões de barris ao mercado em resposta às interrupções decorrentes do conflito no Oriente Médio", afirmou a organização, em nota.

Os estoques serão disponibilizados "imediatamente" para os países da região da Ásia-Oceania. No X, o diretor da AIE, Fatih Birol, informou que a liberação começará na segunda-feira. Países das Américas e da Europa terão acesso às reservas até o final deste mês.

É a sexta vez em sua história que a AIE toma medidas de emergência para apoiar os mercados de petróleo em meio a uma crise. Os 400 milhões de barris representam mais do que o dobro do volume de reservas de petróleo liberado em 2022, quando a Rússia iniciou sua invasão da Ucrânia.

"A guerra no Oriente Médio está causando a maior interrupção no abastecimento da história do mercado global de petróleo”, afirmou a AIE. "Esta ação coletiva de emergência, de longe a maior já realizada, oferece um amortecedor significativo e bem-vindo."

A enteidade voltou a defender que o tráfego regular seja retomado no Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. O Irã atacou petroleiros no estreito em resposta à ofensiva americana.

O bloqueio fez com que o preço do petróleo bruto Brent disparasse para mais de 100 dólares o barril. Aumento que pode provocar uma desaceleração econômica global.

gq (DW, OTS)

Ataques ao Irã deixam mais de 3 mil mortos, diz ONG
Mais de 3 mil pessoas morreram nos ataques de Israel e dos EUA ao Irã, de acordo com os dados mais recentes da organização de direitos humanos HRANA, sediada nos EUA.

Entre as vítimas estão 1.319 civis, incluindo 206 crianças, informou a HRANA, cujos cálculos se baseiam em informações de ONGs iranianas, relatórios do setor de saúde, de serviços de emergência e de profissionais da sociedade civil.

Segundo a organização, 1.122 militares foram mortos. Outras 599 mortes não puderam ser claramente atribuídas nem à população militar nem à civil, informou a organização.

Todas as 21 mortes registradas nas últimas 24 horas foram de civis, incluindo uma criança, segundo o grupo ativista.
O último balanço oficial do Ministério da Saúde do Irã informou que houve pelo menos 1,2 mil mortos e cerca de 10 mil feridos como resultado dos ataques.

gq (DPA)

Ministro do Exterior diz que Irã não pediu cessar-fogo
O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o Irã não está interessado em negociações com os Estados Unidos.

"Somos estáveis e fortes o suficiente. Estamos apenas defendendo nosso povo", disse Araghchi à emissora americana CBS, numa entrevista exibida neste domingo (15/03).

"Não vemos nenhum motivo para conversarmos com os americanos, porque estávamos conversando com eles quando decidiram nos atacar. Não há boas experiências em conversar com os americanos", afirmou.

"Nunca pedimos um cessar-fogo e nunca pedimos sequer uma negociação", disse Araghchi.

No sábado, Trump disse que o Irã queria um acordo, mas que ele não estava preparado para fazê-lo nos termos atuais, sem dar mais detalhes.

as (AFP)

Uefa cancela Finalíssima entre Argentina e Espanha devido à guerra
A Uefa anunciou neste domingo (15/03) o cancelamento da Finalíssima entre as seleções da Argentina e da Espanha devido à guerra do Irã e a impossibilidade de encontrar uma sede alternativa ao Catar.

A partida entre Argentina e Espanha estava marcada para 27 de março no Estádio de Lusail, perto de Doha, mas sua realização foi colocada em dúvida devido aos ataques sofridos pelo Catar no contexto da guerra no Oriente Médio.

O duelo entre os campeões da Copa América e da Eurocopa seria o último confronto por um título oficial de seleções antes da Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho.

Opções rejeitadas pela Argentina

A UEFA comunicou que ofereceu à Associação Argentina de Futebol (AFA) diversas opções: a primeira seria jogar no Santiago Bernabéu, em Madri, com divisão de público pela metade, mas a Argentina a recusou.

A segunda opção era disputar a Finalíssima em dois jogos: um no Santiago Bernabéu, em 27 de março, e o outro em Buenos Aires, durante uma data internacional antes da Euro e da Copa América de 2028. "Essa opção também foi rejeitada", lamentou a Uefa.

Por fim, a Uefa solicitou à Argentina o compromisso de que, caso um local neutro fosse encontrado na Europa, a partida poderia ser realizada em 27 de março. "Essa proposta também foi rejeitada", afirmou a associação europeia.

O presidente da AFA, Claudio Tapia, afirmou na semana passada que sua escolha era o Estádio Monumental, em Buenos Aires.

A AFA e a associação sul-americana Conmebol ainda não se manifestaram oficialmente.

as (AFP)

Líbano: ataques de Israel mataram 850 em duas semanas
O Ministério da Saúde do Líbano afirmou neste domingo (15/03) que ataques israelenses mataram 850 pessoas no país durante as duas semanas de guerra entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, um aliado do regime do Irã.

O ministério comunicou que o número de mortos inclui 66 mulheres, 107 crianças e 32 profissionais de saúde, além de 2.105 feridos.

as (AFP)

Irã lança novos ataques a Israel e países do Golfo Pérsico
Diversos países do Golfo relataram ataques de mísseis e drones iranianos na manhã deste domingo (15/03), um dia depois de o Irã ter pedido a evacuação de três importantes portos nos Emirados Árabes Unidos, ameaçando pela primeira vez ativos não americanos de um país vizinho.

Os militares israelenses também afirmaram que o Irã lançou uma nova série de mísseis contra Israel. Sirenes alertaram moradores em áreas sob ataque, incluindo Tel Aviv, e as defesas aéreas foram ativadas.

Sirenes também soaram antes de um ataque no Bahrein, que afirmou que suas defesas aéreas interceptaram 125 mísseis e 211 drones desde o início da guerra.

A pequena nação insular, que sedia a Quinta Frota da Marinha dos EUA, está entre as mais afetadas pelos ataques iranianos, que atingiram portos, um hotel, uma refinaria e uma usina de dessalinização de água. Ao menos uma pessoa morreu nos ataques.

Os Emirados Árabes Unidos disseram ter sido atacados neste domingo por quatro mísseis balísticos e seis drones provenientes do Irã. Não há informações sobre danos ou vítimas.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita disse que seus sistemas interceptaram e destruíram dez drones sobre a capital, Riad, e a região leste do reino, e que seis mísseis balísticos foram abatidos sobre a província de Al Kharj, onde fica a Base Aérea Príncipe Sultan.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou no final da noite de sábado que lançou mísseis contra forças americanas estacionadas na base.

Kuwait e Catar também relataram ataques no final da noite de sábado.

as (AP, DW)

Israel afirma ter iniciado ataques em larga escala no oeste do Irã
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) afirmaram ter lançado uma ampla onda de ataques no oeste do Irã.

Desde o início da operação militar conjunta com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, Israel realizou mais de 400 séries de ataques aéreos no Irã.

Os principais alvos foram instalações de lançamento de mísseis e instalações de defesa no centro e oeste do Irã, conforme publicado pelas Forças de Defesa de Israel.

Somente neste sábado, caças israelenses atacaram mais de 200 alvos iranianos, incluindo dezenas de lançadores de mísseis balísticos, sistemas de defesa aérea e depósitos de armas, segundo as IDF.

as (Efe, AFP, DPA)

Guarda Revolucionária promete "perseguir e matar" Netanyahu
A Guarda Revolucionária iraniana prometeu neste domingo (15/03) "perseguir e matar" o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

"Se o primeiro-ministro sionista criminoso ainda estiver vivo, continuaremos a persegui-lo e vamos matá-lo com todas as nossas forças", escreveu a Guarda num comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Irna.

as (AP, Lusa)

Irã afirma que novo líder supremo está apto a governar
O ministro das Relações Exteriores do Irã disse neste sábado (14/03) que o novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, está apto a governar, depois que autoridades americanas declararam que ele havia sido ferido.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou na sexta-feira acreditar que Khamenei, que assumiu o poder após a morte de seu pai, estava "ferido e provavelmente desfigurado".

O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse à MS NOW que o novo líder continua apto a governar. "Não há problema com o novo líder supremo. Ele enviou sua mensagem ontem e cumprirá suas funções", afirmou.

Autoridades iranianas confirmaram que Khamenei ficou ferido, mas não forneceram mais detalhes.

O líder de 56 anos não aparece em público desde o ataque aéreo que matou seu pai e vários membros da família.

Em uma declaração por escrito na quinta-feira, Khamenei disse que sua esposa, irmã, sobrinho e cunhado também foram mortos e prometeu retaliação contra os EUA e Israel. Ele também alertou que o Irã poderia interromper o abastecimento regional de petróleo e mobilizar forças aliadas em toda a região.

gq (DW)

Trump diz que países devem enviar navios de guerra para manter Ormuz aberto
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste sábado (14/03) que muitos países enviarão navios de guerra para manter o Estreito de Ormuz aberto à navegação, mas não forneceu detalhes sobre quais nações teriam concordado com o movimento.

"Muitos países, especialmente aqueles afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, enviarão navios de guerra, em conjunto com os Estados Unidos da América, para manter o estreito aberto e seguro", escreveu Trump em uma postagem no Truth Social.

Contudo, ele disse esperar que China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido enviem aparato militar para a região.

"Enquanto isso, os Estados Unidos vão bombardear intensamente a costa e continuamente afundar barcos e navios iranianos", escreveu.

Mais tarde, voltou a pedir que os países que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem "cuidar" da passagem marítima. "Os EUA também coordenarão com esses países para que tudo corra rápido, sem problemas e bem", disse Trump, acrescentando que “isso sempre deveria ter sido um esforço em equipe, e agora será”.

Nações ocidentais reforçam presença na região

As nações ocidentais reforçaram sua presença militar no Mediterrâneo durante o conflito no Irã, concentrando suas forças no Chipre depois que um drone de fabricação iraniana atingiu uma base militar britânica na ilha, em 2 de março.

O Reino Unido também explora opções adicionais para destacamentos no Golfo, disse o ministro da Defesa, John Healey. O governo avalia "uma série de opções para garantir a segurança da navegação na região", disse um porta-voz da pasta.

Já Marinha francesa está enviando cerca de uma dúzia de navios de guerra, incluindo seu grupo de ataque com porta-aviões, para o Mediterrâneo, o Mar Vermelho e, possivelmente, o Estreito de Ormuz, como parte do apoio defensivo aos aliados ameaçados pelo conflito.

A França tem mantido consultas com países europeus, asiáticos e árabes do Golfo ao longo da última semana com o objetivo de elaborar um plano

para que navios de guerra eventualmente escoltem petroleiros pelo estreito, disseram autoridades francesas.

Trump disse na quinta-feira que os EUA também estavam dispostos a escoltar navios pelo Estreito de Ormuz para protegê-los de um ataque iraniano, enquanto seu governo busca maneiras de amenizar os altos preços do petróleo alimentados pela guerra.

gq (Reuters, DW, ots)