Israel confirma abordagem a policiais italianos na Cisjordânia e reconhece erro

TEL AVIV, 27 JAN (ANSA) – As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram nesta terça-feira (27) que foi um soldado do exército do país, e não um colono, quem abordou no último domingo (25) dois carabineiros italianos na Cisjordânia, em uma zona militar fechada da chamada Área C, sob controle israelense.   

A informação foi confirmada pelas IDF à RAI de Jerusalém, que explicaram que o episódio ocorreu quando um soldado avistou um veículo que seguia em direção à comunidade de Sde Ephraim por uma rota fechada ao tráfego civil e designada como zona militar fechada.   

“Com base na avaliação da situação operacional, o soldado classificou o veículo como suspeito”, explicou as IDF.   

De acordo com o relato, como a placa diplomática não havia sido identificada naquele momento, o soldado aproximou-se do veículo para a abordagem, apontando sua arma sem efetuar disparos, e ordenou que os passageiros saíssem do veículo e se identificassem.   

“Assim que os passageiros se identificaram como diplomatas, o soldado os liberou imediatamente e comunicou o incidente a seus comandantes”, informou o exército.   

As IDF acrescentaram ainda que uma “investigação preliminar indica que o soldado agiu de acordo com os procedimentos exigidos em caso de abordagem de um veículo suspeito”.   

No entanto, reconheceram que os protocolos específicos aplicáveis a veículos diplomáticos não foram seguidos, uma vez que o carro não havia sido identificado como tal no momento da ação.   

Após a crise diplomática com a Itália, o soldado foi convocado para uma reunião de esclarecimento e revisão dos procedimentos, que, segundo o exército, também serão reforçados para todas as tropas que atuam na área da Judeia e Samaria (Cisjordânia).   

Ontem, o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, solicitou a convocação do embaixador de Israel em Roma para pedir esclarecimentos e reiterar o forte protesto do governo italiano sobre o incidente envolvendo os dois carabineiros em serviço no Consulado Geral de Roma em Jerusalém. (ANSA).