O governo do Hamas na Faixa de Gaza afirmou neste sábado (02/12) que quase 200 pessoas morreram no enclave palestino desde o fim da trégua com Israel, nesta sexta-feira. Outras 650 pessoas ficaram feridas em “centenas de bombardeios aéreos, de artilharia e navais, por toda a Faixa de Gaza”, afirmou em comunicado o grupo islâmico, considerado terrorista pela União Europeia e EUA.

Segundo o Hamas, as forças israelenses “alvejaram especialmente Khan Younis”, cidade no sul do território, “onde dezenas de casas foram destruídas com seus habitantes dentro”.

Por sua vez, o Exército israelense afirmou que atacou o enclave palestino por terra, mar e ar, atingindo mais de 400 “alvos terroristas”. De acordo com as forças israelenses, seus caças atingiram “mais de 50 alvos em um amplo ataque na área de Khan Younis”.

“Durante o último dia, as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) atacaram mais de 400 alvos terroristas em toda a Faixa de Gaza”, com artilharia e bombardeios, afirmou um porta-voz do Exército israelense.

Entre os alvos, estiveram “uma célula terrorista que fazia emboscadas contra tropas israelenses”, assim como “uma mesquita utilizada pela Jihad Islâmica como centro de comando operacional” e ainda um complexo de armazenamento de armas, acrescentou.

No sul do país, a Marinha de Israel conduziu uma operação contra o porto de Khan Younis e em Deir Al-Balah, para atacar alvos militares do Hamas, informaram os militares.

Assine nossa newsletter:

Inscreva-se nas nossas newsletters e receba as principais notícias do dia em seu e-mail

O Exército israelense ordenou a evacuação das localidades de Jabalia e de bairros da cidade de Gaza.

Israel e o Hamas deram fim na manhã de sexta-feira a uma trégua mediada pelo Catar, pelo Egito e pelos Estados Unidos que consistiu em uma pausa de sete dias no conflito, iniciado em 7 de outubro com um ataque do Hamas contra Israel.

Ataque contra alvos na Síria

O Ministério da Defesa da Síria informou que Israel lançou neste sábado ataques aéreos perto da capital do país, Damasco, reportando apenas danos materiais. Anteriormente, a televisão estatal síria noticiou uma “agressão israelense perto da capital”.

Rami Abdelrahman, chefe do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado em Londres, disse que Israel atingiu “alvos do Hisbolá” na área de Sayyida Seinab, ao sul de Damasco, e observou que ambulâncias foram ao local do bombardeio.

Em 26 de novembro, ataques israelenses deixaram o aeroporto de Damasco inutilizável horas depois de os voos terem sido retomados na sequência de um ataque semelhante em outubro.

Israel lançou centenas de ataques aéreos contra o seu vizinho do norte desde o início da guerra civil síria em 2011, visando principalmente forças do Hisbolá, apoiadas pelo Irã e pelo Hisbolá libanês, assim como postos do Exército sírio.

(AFP, AP)


Siga a IstoÉ no Google News e receba alertas sobre as principais notícias