Israel ampliará ofensiva terrestre no sul do Líbano, diz Netanyahu

Israel ampliará ofensiva terrestre no sul do Líbano, diz Netanyahu

"IsraelPremiê indica que Exército israelense vai avançar sua operação terrestre sobre o território libanês. Disputa com o Hezbollah já deixou mais de mil morto e 1 milhão de deslocados. Acompanhe o conflito.
Alemanha acusa Rússia de ajudar o Irã
EUA avaliam mandar mais 10 mil militares ao Oriente Médio
Ministro alemão diz que EUA e Irã planejam encontro no Paquistão
Trump recua de novo e adia ultimato contra Irã
Israel mantém ataques no Líbano, e Hezbollah descarta negociações
Houthis do Iêmen, aliados do Irã, abrem nova frente da guerra com ataques a Israel
Paquistão entrega plano de paz dos EUA ao Irã, que confirma recebimento, mas o considera "excessivo"
Trump volta a pôr Otan em cheque e rebate crítica de premiê alemão: "Ucrânia não é nossa guerra, mas nós ajudamos eles"
Houthis do Iêmen atacam Israel e entram na guerra no Oriente Médio

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Israel ampliará operação no sul do Líbano, diz Netanyahu
O primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que instruiu o Exército a ampliar suas operações por terra no sul do Líbano, avançançando suas tropas ainda mais no território libanês.

"Acabei de ordenar a expansão da zona de segurança existente. Estamos determinados a mudar fundamentalmente a situação no norte", disse Netanyahu durante uma visita ao norte de Israel. "O Hezbollah ainda tem capacidade residual de lançar foguetes contra nós", afirmou.

O chefe do Estado‑Maior das Forças de Defesa de Israel afirmou na sexta‑feira (29/03) que as tropas continuarão atuando no sul do Líbano "pelo tempo necessário" para eliminar a ameaça representada pelo Hezbollah, grupo militante apoiado pelo Irã.

O Líbano foi arrastado para o conflito no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah começou a lançar foguetes contra Israel após a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei.

Desde então, Israel realizou ataques em várias partes do Líbano e, na semana passada, lançou uma operação terrestre no país com o objetivo de estabelecer o que chama de zona de segurança no sul.

Os confrontos entre Israel e Hezbollah já deixaram mais de 1.200 mortos no Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês. Mais de um milhão de moradores também foram deslocados.

gq (DW)

Irã ameaça atacar universidades americanas no Oriente Médio
A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou atacar universidades dos Estados Unidos no Oriente Médio em retaliação a bombardeios americanos e israelenses que afirma terem destruído duas universidades iranianas.

Em um comunicado divulgado pela agência Fars, ligada à Guarda, o grupo disse que só pouparia as universidades caso Washington emita uma condenação oficial aos bombardeios até o meio-dia desta segunda-feira (30/3).

A Guarda também exigiu que os EUA impeçam Israel de visar universidades e centros de pesquisa iranianos, que foram alvos de ataques recentes. O exército israelense diz que mirou universidades ligadas ao desenvolvimento de armas.

Várias instituições dos EUA operam filiais no Golfo, incluindo a Texas A&M University no Catar e a Universidade de Nova York nos Emirados Árabes Unidos.

Após o anúncio, a Universidade Americana de Beirute, no Líbano, anunciou que migraria sua oferta acadêmica para cursos à distância.

ra (AP)

Pentágono prepara operação terrestre no Irã, diz jornal; reforços já começaram a chegar
Os Estados Unidos estão se preparando para uma operação terrestre no Irã que poderia durar várias semanas, informou o jornal americano The Washington Post neste sábado (28/3), citando fontes anônimas do governo.

Tais operações não chegariam a uma invasão em larga escala do Irã, mas envolveriam incursões em território iraniano por forças especiais e outros soldados – possivelmente incluindo a ilha de Kharg e locais próximos do Estreito de Ormuz, via marítima crucial para escoar o petróleo do Oriente Médio, mas que foi bloqueada por Teerã.

Segundo o jornal, os planos do Pentágono ainda precisam do aval do presidente Donald Trump.

Ao Washington Post, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que "o trabalho do Pentágono é fazer preparativos para dar ao comandante-em-chefe o máximo de opções. Isso não significa que o presidente tenha tomado uma decisão".

Chegada de fuzileiros navais

A informação surge em um momento em que a posição dos Estados Unidos na guerra no Oriente Médio é reforçada pela chegada à região do navio de assalto anfíbio Tripoli, anunciada neste sábado pelo Exército americano.

O porta-helicópteros lidera um grupo naval que inclui cerca de 3,5 mil fuzileiros navais, segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

O Irã reagiu à chegada dos reforços americanos ameaçando "incendiá-los e punir seus parceiros regionais para sempre", nas palavras do porta-voz do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf.

O Paquistão, que tem tentado intermediar um acordo de paz, sediará na segunda-feira um encontro de ministros de Árabia Saudita, Turquia e Egito para discutir a crise.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, agradeceu ao Paquistão pelos "esforços de mediação para parar a agressão".

Steve Witkoff, enviado especial de Trump para o Oriente Médio, disse aguardar um encontro entre Irã e EUA para a semana que vem, e defendeu um plano de paz americano com 15 pontos.

A proposta, contudo, tem sido rechaçada por emissários do regime iraniano.

ra (Reuters, AFP, AP)

Houthis dizem ter realizado segundo ataque contra Israel
Os rebeldes houthis do Iêmen, aliados ao Irã, afirmaram na noite de sábado (28/03) que realizaram um segundo ataque com mísseis contra Israel, após anunciarem oficialmente, mais cedo no mesmo dia, que estavam se juntando à guerra que já dura um mês.

O porta‑voz houthi, Yahya Saree, disse em comunicado que o grupo lançou "uma série de mísseis de cruzeiro e drones contra vários locais vitais e militares" em Israel, acrescentando que a ação "coincidiu com as operações militares conduzidas pelo Irã e pelo Hezbollah no Líbano".

Os houthis ainda prometeram continuar as operações nos próximos dias.

Segundo o Exército de Israel, drones e mísseis de cruzeiro disparados do Iêmen foram interceptados antes de alcançar o território israelense neste sábado.

gq (DW)

Milhares de militares americanos chegam ao Oriente Médio
Cerca de 3,5 mil marinheiros e fuzileiros navais dos Estados Unidos chegaram ao Oriente Médio a bordo do USS Tripoli, um navio de assalto anfíbio, informou o Exército norte‑americano neste sábado (28/03).

Segundo o Comando Central dos EUA o navio chegou na sexta-feira. As tropas se juntam a milhares de fuzileiros navais já enviados ao Oriente Médio. No total, os EUA já mobilizaram mais de 50 mil soldados para a região.

Desde o início da guerra, as forças dos EUA atingiram mais de 11 mil alvos no Irã e danificaram ou destruíram mais de 150 embarcações iranianas, disse o Comando Central em outra publicação no sábado.

gq (dpa)

Indonésia negocia passagem de navios no Estreito de Ormuz; Tailândia diz que chegou a acordo
A Indonésia afirmou neste sábado (28/03) que mantém negociações com o Irã para garantir a passagem de seus petroleiros pelo Estreito de Ormuz.

"A embaixada do Irã em Jacarta transmitiu a consideração favorável do governo iraniano sobre a passagem segura dos navios do grupo Pertamina no Estreito de Ormuz", disse um porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores da Indonésia à agência de notícias AFP, referindo‑se aos petroleiros de uma subsidiária da estatal de energia Pertamina.

A empresa fará preparativos para dar seguimento à resposta "positiva" de Teerã, acrescentou.

As embarcações estão retidas no Golfo Pérsico enquanto o Irã impõe um bloqueio quase total ao estreito.

Já o primeiro‑ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, afirmou que seu país chegou a um acordo com o Irã para permitir a passagem de navios tailandeses pelo estreito.

"Com esse acordo em vigor, há maior confiança de que interrupções como as registradas no início de março não voltarão a ocorrer", disse Anutin.

gq (DW)

Ataques isralenses matam jornalistas e paramédicos no Líbano
Ataques israelenses mataram três jornalistas e nove paramédicos no sul doLíbano neste sábado (28/03).

Um bombardeio à cidade de Jezzine matou o correspondente Ali Shoeib, da emissora Al Manar; a repórter Fatima Ftouni, do canal Al Mayadeen, e seu irmão Mohamed, cinegrafista. Os veículos de imprensa são ligados ao grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã.

Pouco antes do bombardeio, Ftouni havia entrado ao vivo com um boletim no local.

Israel reconhece ter mirado Shoeib

O Exército israelense reconheceu ter mirado Shoeib, acusando-o de ser um "terrorista da unidade de inteligência da Força Radwan do Hezbollah".

Israel afirma que Shoeib atuava "sob o disfarce de jornalista" para "expor a localização de soldados das Forças de Defesa de Israel que operam no sul do Líbano e ao longo da fronteira". A nota não citou a morte dos demais profissionais.

A emissora Al Manar não respondeu às acusações israelenses, mas descreveu Shoeib como um jornalista "distinto por sua cobertura profissional e precisa dos acontecimentos".

Autoridades libanesas condenaram o ataque. O presidente do país, Joseph Aoun, classificou a ação como um "crime flagrante que viola todas as leis e acordos que protegem jornalistas".

Mais de 50 paramédicos mortos em março

Segundo o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, mísseis israelenses também atingiram cinco vilarejos no sul do Líbano, deixando nove paramédicos mortos e outros sete feridos.

Os incidentes elevam para 51 o número de profissionais de saúde mortos em março. Outros 120 ficaram feridos. "Quatro hospitais e 51 centros de atenção primária à saúde estão agora fechados, limitando significativamente o acesso a cuidados essenciais justamente no momento em que são mais necessários. Várias outras unidades de saúde sofreram danos parciais e operam com capacidade reduzida", afirmou Ghebreyesus nas redes sociais

Ao menos 1,1 mil pessoas morreram e 3,4 mil ficaram feridas no Líbano desde o início do conflito.

gq (AP, DW, OTS)

Trump volta a pôr Otan em xeque e rebate crítica de premiê alemão: "Ucrânia não é nossa guerra, mas nós ajudamos eles"
O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu nesta sexta-feira (27/3) que seu país poderá não ajudar países membros da Otan em caso de necessidade.

"Nós sempre teríamos estado lá por eles, mas agora, com base nas ações deles, acho que não precisamos, né?", disse durante um fórum de investimentos em Miami.

Desde o início da guerra de EUA e Israel contra o Irã há um mês, Trump tem repetidamente expressada frustração com a falta de apoio dos aliados ocidentais e sua relutância em enviar forças para ajudar a reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota fundamental para exportações de petróleo e gás do Golfo vulnerável a ataques iranianos.

"Acho que um erro tremendo foi quando a Otan simplesmente não estava lá", disse, referindo-se à ação dos EUA no Irã. "Nós sempre teríamos estado lá por eles, mas agora, com base nas ações deles, acho que não precisamos, né?"

O tráfego pelo estreito praticamente parou, levando a um salto nos preços globais de energia.

Seis potências importantes, incluindo Reino Unido, França, Alemanha e Japão, dizem estar prontas para "contribuir com esforços apropriados", mas não fizeram qualquer compromisso.

Crítica a premiê alemão

Trump também citou nominalmente o premiê alemão, Friedrich Merz. "Friedrich disse: 'Esta não é a nossa guerra'", afirmou. "A Ucrânia não é a nossa guerra, mas nós ajudamos eles [os europeus]", rebateu.

Horas antes, o premiê alemão criticara os EUA pela guerra no Irã, acusando Trump de "ameaçar a todos" com o conflito e pondo em dúvida a estratégica americana e israelense. "O objetivo realmente é mudança de regime?", questionou. "Se este for o objetivo, não creio que vão alcançá-lo. Quase sempre isso deu errado."

Na semana passada, Trump chamou os demais membros da Otan de "covardes" e disse que a aliança era um "tigre de papel" sem os Estados Unidos.

Nesta sexta, o americano também teceu elogios aos países árabes aliados de Washington no Oriente Médio, afirmando que conflitos do tipo mostram "quem são seus amigos" – o evento em Miami é organizado pela Arábia Saudita.

O líder republicano tem condicionado a retomada de negociações com o Irã à reabertura do Estreito de Ormuz.

ra (dpa, AFP, Lusa)

Houthis do Iêmen atacam Israel e entram na guerra no Oriente Médio
Em um sinal de que a guerra no Oriente Médio pode estar se expandindo ainda mais, o Exército israelense anunciou que interceptou um míssil vindo do Iêmen na madrugada deste sábado (28/3) – o primeiro desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

Os rebeldes houthis apoiados pelo Irã assumiram a autoria do ataque, e prometeram continuar até que a "agressão" em todas as frentes terminem. No dia anterior, eles já haviam advertido que se juntariam à guerra caso EUA e Israel continuassem a atacar o Irã ou mais países entrassem para o conflito.

Os houthis ganharam notoriedade no passado recente por atacar navios no Mar Vermelho em retaliação à guerra de Israel na Faixa de Gaza. As ações da milícia iemenita abalaram o transporte marítimo na região, que antes da guerra escoava cerca de 1 trilhão de dólares (R$ 5,26 trilhões) em mercadorias por ano.

Até o sábado, contudo, o grupo vinha se mantendo fora do atual conflito.

O ataque põe também em cheque um possível acordo com o Irã, que chegou a permitir a passagem de ajuda humanitária e produtos agrícolas pelo Estreito de Ormuz.

Um possível envolvimento dos houthis na guerra também complicaria a mobilização do porta-aviões americano USS Gerald R. Ford, que foi para o porto em Creta na segunda-feira para reparos. Enviar o porta-aviões de volta ao Mar Vermelho poderia colocá-lo no mesmo ritmo intenso de ataques enfrentado pelo USS Dwight D. Eisenhower em 2024 e pelo USS Harry S. Truman na campanha americana de 2025 contra os houthis.

Quem são os houthis?

Os houthis se derivam de um grupo tribal do norte do Iêmen, próximo à fronteira com a Arábia Saudita. Eles pertencem à subseita dos xiitas zaiditas, distinta dos muçulmanos xiitas tradicionais por certos artigos de fé.

O grupo controla a capital do Iêmen, Sanaa, desde 2014, e até agora permaneceu fora da guerra, já que os rebeldes têm mantido um cessar-fogo instável há anos com a Arábia Saudita, que lançou uma guerra contra o grupo em nome do governo exilado do Iêmen em 2015.

Os houthis são vistos como aliados estreitos de Teerã, considerando-se parte do "Eixo da Resistência", uma aliança regional que também inclui o Hamas de Gaza, o Hezbollah do Líbano e diversas facções paramilitares iraquianas.

A guerra no Oriente Médio, que agora completa um mês, irrompeu depois que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, que retaliou com ataques contra Israel e aliados árabes de Washington na região. O conflito abalou o transporte aéreo global, interrompeu exportações de petróleo e fez os preços dos combustíveis dispararem. O controle do Irã sobre o Estreito de Hormuz, uma via marítima estratégica, também agravou os impactos econômicos da guerra.

ra (AP, Reuters, AFP)

Israel e EUA atacam dois complexos nucleares iranianos
Israel e Estados Unidos atacaram nesta sexta-feira no centro do Irã o complexo de água pesada de Jondab e de yellowcake (concentrado de urânio) de Ardakan, duas substâncias-chave para o desenvolvimento de combustível no processo nuclear, sem que tenham sido registrados mortos ou vazamentos radioativos, segundo as autoridades iranianas.

"A planta de Jondab (reator de pesquisa de água pesada) foi atacada por inimigos sionistas e americanos”, denunciou o vice-governador político, de segurança e social da província de Markazi (centro), Hasan Qamari, conforme reportou a agência de notícias IRNA.

O responsável provincial assegurou que "não ocorreu nenhum vazamento radioativo e que a população não deve se preocupar em absoluto".

Qamari considerou que estes ataques refletem “o desespero” dos adversários diante dos avanços científicos e industriais da república islâmica e afirmou que não afetarão o desenvolvimento das atividades nucleares e industriais do Irã.

Quase ao mesmo tempo, a Organização de Energia Atômica do Irã (OEAI) anunciou que os Estados Unidos e Israel atacaram sua instalação de yellowcake (óxido de urânio concentrado) na cidade central de Ardakan, onde também não houve liberação de materiais radioativos para o exterior do complexo.

Esta planta de Ardakan é uma instalação fundamental onde o minério de urânio é transformado em yellowcake, um passo intermediário antes do enriquecimento nuclear.

Jps (EFE)

Rubio diz que operação militar no Irã terminará "em questão de semanas"
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta sexta-feira que a operação militar contra oIrã terminará em "questão de semanas" e pediu aos demais países para que "se envolvam mais" para que a navegação no estreito de Ormuz "seja segura".

"Não podemos deixá-los (os líderes do Irã) construir uma arma nuclear para ameaçar o mundo. Como o Departamento de Guerra já disse, estamos adiantados em nosso plano e o terminaremos no momento adequado, questão de semanas, não mais", declarou Rubio a jornalistas após a reunião do G7 realizada ontem e hoje nos arredores de Paris, e da qual ele participou apenas no último dia.

"Temos objetivos, estamos muito felizes por estar perto de alcançá-los e muito em breve", acrescentou, sem dar detalhes porque, segundo ele, é algo que cabe ao Departamento de Guerra dos Estados Unidos.

O que Rubio revelou é que o Irã enviou "mensagens" que mostram seu interesse em uma solução diplomática para a guerra que está travando com Estados Unidos e Israel, mas não respondeu ao plano proposto por Washington para pôr fim ao conflito.

"Ainda não o recebemos (…) Trocamos mensagens e sinais do sistema iraniano, o que resta dele, que indicam sua disposição de dialogar sobre certos temas", afirmou.

jps (EFE)

Europeus temem que Rússia esteja fornecendo drones ao Irã
Agências de inteligência na Europa creem que a Rússia está prestes a suprir o Irã com armas na guerra com EUA e Israel, enviando-lhe drones de fabricação russa.

A informação, repassada por fontes anônimas de governos europeus, circulou em grandes jornais da imprensa britânica e americana. E é relevante por causa dos bombardeios constantes que podem estar exaurindo o arsenal iraniano.

Rússia e Irã estreitaram relações após a invasão russa da Ucrânia, com o fornecimento de drones iranianos a Moscou e ações para driblar sanções ocidentais.

Agora, o Kremlin estaria retribuindo o favor, após colocar de pé uma linha própria de fabricação de drones – que hoje, segundo o New York Times, seria capaz de produzir milhares de unidades por mês.

A informação foi desmentida pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Emissários da Casa Branca e de governos europeus já haviam acusado antes a Rússia de fornecer imagens de satélite e outras informações de inteligência sobre possíveis alvos americanos no Oriente Médio.

"Putin cinicamente espera que a escalada no Oriente Médio vá desviar nossa atenção de seus crimes na Ucrânia", disse a repórteres nesta sexta-feira (27/3) o ministro alemão do Exterior, Johann Wadephul. "Este cálculo não pode ser bem-sucedido. Vemos muito bem como esses conflitos estão interligados."

ra (ots)

Mais de 300 militares dos EUA feridos desde início da guerra contra o Irã
Ao menos 303 militares americanos foram feridos até agora na guerra do Irã, deflagrada em 28 de fevereiro, informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) nesta sexta-feira (27).

"A maioria dos ferimentos foram leves, e 273 militares retornaram ao serviço", informou o porta-voz do Centcom e capitão da Marinha, Tim Hawkins.

Dez militares, contudo, estariam gravemente feridos, segundo informou uma fonte anônima do governo à agência de notícias AFP. Outros 13 foram mortos — sete no Golfo e seis no Iraque.

Também nesta sexta, as Forças Armadas do Irã declararam que hotéis que abrigam soldados dos EUA na região passariam a ser considerados alvos legóto,ps.

"Quando todos os americanos entram em um hotel, então, do nosso ponto de vista, esse hotel se torna americano", disse o porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi, à TV estatal iraniana.

O regime iraniano ainda não divulgou um balanço atualizado de mortos na guerra, mas um grupo ativista sediado nos EUA contabiliza 1.167 militares iranianos mortos e outros 658 em situação incerta.

ra (AFP)

Conflito no Oriente Médio pode deixar 363 milhões em insegurança alimentar
O conflito no Oriente Médio pode piorar a situação de insegurança alimentar global em 2026, atingindo 363 milhões de pessoas, informou o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA).

Antes, as projeções da entidade totalizavam 318 milhões em insegurança alimentar em 68 países.

Segundo a agência, a alta nos preços de energia causada pelos confrontos na região tem o maior impacto sobre os preços dos alimentos, deixando países de baixa renda especialmente vulneráveis.

O PMA afirma que as rendas per capita nos países mais pobres ainda não voltaram aos níveis pré-pandemia, e isso num cenário de dificuldades orçamentárias dos governos e pressão inflacionária.

ra (AP)

Guerra desalojou mais de 370 mil crianças no Líbano, afirma Unicef
O conflito entre Israel e o Hezbollah desalojou mais de 370 mil crianças no Líbano nas últimas três semanas — uma média de 19 mil por dia —, alertou nesta sexta-feira (27/3) o representante no Líbano do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Marcoluigi Corsi.

Ataques israelenses intensificados e ordens de evacuação em massa têm provocado um dos maiores e mais rápidos deslocamentos populacionais da história do país, segundo autoridades da ONU.

O conflito foi desencadeado por ataques da milícia xiita libanesa Hezbollah contra Israel em 2 de março. O grupo, classificado como terrorista por diversos países do Ocidente, diz agir em solidariedade ao Irã, que desde o fim de fevereiro vem sendo alvo de uma ofensiva conjunta dos EUA e Israel.

Israel respondeu ao Hezbollah com uma invasão terrestre do sul do Líbano que desde então levou à evacuação de cerca de 15% do território libanês.

Segundo a Unicef, ao menos 121 crianças foram mortas no conflito, e outras 399 ficaram feridas.

ra (Reuters, EFE)