Israel afirma ter matado comandante da Marinha da Guarda Revolucionária

Israel afirma ter matado comandante da Marinha da Guarda Revolucionária

"AMinistro israelense da Defesa diz que Alireza Tangsiri era responsável por bloqueio do Estreito de Ormuz. Acompanhe o conflito.

Israel afirma ter matado chefe da marinha da Guarda Revolucionária

Israel mantém ataques no Líbano, e Hezbollah descarta negociações

Irã e Israel continuam a trocar ataques

Israel diz que já lançou 15 mil bombas sobre o Irã

AIEA diz que negociações entre EUA e Irã podem ocorrer no Paquistão já no fim de semana

Paquistão entrega plano de paz dos EUA ao Irã, que confirma recebimento, mas o considera "excessivo"

China defende diálogo e afirma apoiar esforços pela paz

Irã nega negociações com os Estados Unidos

EUA devem enviar milhares de tropas adicionais para o Oriente Médio

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:

Israel afirma ter matado comandante da marinha da Guarda Revolucionária
O governo de Israel afirmou nesta quinta-feira (26/03) ter matado o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana, Alireza Tangsiri.

O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, disse que Tangsiri foi morto juntamente com outros altos comandantes navais num ataque durante a noite.

Katz afirmou que Tangsiri era responsável por operações de bombardeio que impediram a travessia de navios pelo Estreito de Ormuz. Ele disse que o ataque deveria servir como uma “mensagem clara” aos altos oficiais militares iranianos de que as forças armadas israelenses os caçariam.

O Irã ainda não confirmou nem desmentiu a morte de Tangsiri.

A República Islâmica mantém o Estreito de Ormuz bloqueado para seus inimigos desde o início da guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, mas permitiu a passagem de petroleiros de países que considera amigos, como Tailândia e Índia.

as (AP, Efe)

JD Vance se reunirá com o Irã para negociar o fim da guerra, diz CNN
A Casa Branca está trabalhando para realizar uma reunião, no próximo fim de semana, no Paquistão, entre o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e representantes do Irã para negociar o fim da guerra, informou a CNN nesta quarta-feira (25/03).

Dois altos funcionários do governo explicaram à emissora que a data da viagem, o local e os possíveis participantes ainda não foram definidos.

O governo do Paquistão se ofereceu para mediar o conflito, que teve início em 28 de fevereiro com um ataque em grande escala de Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (24/03) que Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner lideram as negociações com o Irã para pôr fim ao conflito.

Teerã respondeu nesta quarta-feira (25/03) que considera "excessiva" a proposta de paz de 15 pontos apresentada por Trump e apresentou seu próprio plano, que inclui condições como o reconhecimento de sua soberania sobre o Estreito de Ormuz.

Segundo a CNN, representantes do Irã teriam informado ao governo Trump que preferem JD Vance como ponto de contato.

A República Islâmica desconfia de Witkoff e de Kushner, que participavam de negociações para um acordo nuclear quando os Estados Unidos lançaram o ataque contra o Irã.

Vance é um dos republicanos contrários ao envolvimento do país em conflitos no exterior e, segundo o próprio Trump, demonstrou pouco "entusiasmo" em relação à guerra com o Irã.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, que tenha ocorrido qualquer mudança na condução da guerra que atribua um papel mais ativo ao vice-presidente nas negociações com o Irã.

"Não acho que nada tenha mudado. O vice-presidente sempre foi uma figura-chave: o braço direito do presidente e um membro essencial de sua equipe de segurança nacional", declarou ela.

fcl (EFE)

Netanyahu diz que guerra no Irã continua "a todo vapor"
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira que a guerra do Irã continua "a todo vapor, apesar das informações divulgadas na imprensa".

"A questão da dissolução do Hezbollah (grupo xiita libanês) está bem diante dos nossos olhos. Também está relacionada à campanha geral contra o Irã, que continua a todo vapor, apesar das informações divulgadas na imprensa", declarou Netanyahu, 26 dias após o início da guerra, em um fórum com prefeitos e chefes de conselhos locais e regionais de zonas próximas à fronteira norte com o Líbano.

Israel está implementando uma operação terrestre no sul do Líbano – especificamente ao sul do rio Litani (a cerca de 30 quilômetros da fronteira entre os dois países) – que muitos consideram uma invasão de fato e que o primeiro-ministro israelense descreveu hoje como uma forma de "mudar radicalmente" a situação em relação ao país vizinho.

"Estamos expandindo esta zona de segurança para eliminar a ameaça de mísseis antitanque às nossas comunidades e ao nosso território. Estamos simplesmente criando uma zona tampão mais ampla", acrescentou Netanyahu.

Membros do governo de coalizão de Netanyahu, como o ministro das Finanças, o ultranacionalista Bezalel Smotrich, declararam nos últimos dias que o rio Litani deveria ser a nova fronteira entre Israel e Líbano, legitimando assim a ocupação territorial israelense.

jps (EFE)

Israel aprova convocação de até 400 mil reservistas para a guerra
As Forças de Defesa de Israel (FDI) aprovaram um plano para convocar até 400 mil reservistas para prestar serviço na atual escalada de tensões contra o Irã e na operação contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano.

"Como parte da preparação para uma ampla gama de cenários, as IDF aprovaram um limite máximo de 400.000 vagas para reservistas", explica um comunicado.

As FDI detalham que esse limite "não constitui a mobilização de 400.000 reservistas, mas sim indica um limite máximo no sistema", com o objetivo de flexibilizar a mobilização de soldados de acordo com as necessidades da campanha militar.

Essas necessidades, segundo a corporação, se estendem por diversas frentes no contexto da escalada regional. Além da campanha de bombardeios no Irã e da defesa aérea contra as retaliações do país, Israel mantém uma operação terrestre no sul do Líbano e ataques aéreos constantes contra o país vizinho.

Da mesma forma, as forças armadas consideram uma possibilidade a incorporação “a qualquer momento” dos houthis do Iêmen aos ataques ao território israelense, segundo oficiais das forças armadas.

A última vez que as FDI divulgaram o número de reservistas convocados no contexto da guerra foi no último dia 2 de março, elevando para mais de 110.000 o número de israelenses requeridos

jps (EFE)

Israel mantém ataques no Líbano, e Hezbollah descarta negociações
Israel lançou ataques contra o sul do Líbano e os subúrbios do sul de Beirute nesta quarta-feira (25/03), informou a mídia estatal libanesa, enquanto o grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã, afirmou que manteve seus ataques contra as tropas israelenses.

A agência de notícias estatal libanesa NNA relatou ataques e bombardeios de artilharia israelenses em vários locais no sul do país na quarta-feira.

Também afirmou que "aviões de guerra inimigos lançaram um ataque" contra os subúrbios do sul de Beirute, depois que os militares israelenses renovaram, na noite de terça-feira, um alerta de evacuação para vários distritos no reduto do Hezbollah.

Um correspondente da agência francesa AFP viu uma rua coberta de destroços, incluindo cimento quebrado e metal retorcido, após o ataque no início da manhã, enquanto os andares superiores de um prédio de apartamentos pareciam danificados.

A área foi alvo de ataques diversas vezes durante o conflito e está praticamente deserta, com moradores que fugiram.

Os militares israelenses afirmaram ter atacado alvos do Hezbollah em todo o Líbano durante a noite, "incluindo um centro de comando" nos subúrbios do sul de Beirute, e que também atacaram postos de combustível pertencentes à empresa de combustíveis Al-Amana, que, segundo os militares israelenses, é controlada pelo Hezbollah e financia o grupo.

Hezbollah descarta negociações

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse que negociar com Israel sob fogo equivaleria à rendição para o Líbano. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, está pedindo negociações diretas com Israel, que até agora rejeitou a proposta.

Israel, que ocupou o sul do Líbano por cerca de duas décadas até 2000, enviou tropas terrestres para o sul no início dos atuais combates.

Na terça-feira, Israel disse que suas forças armadas assumiriam o controle da área da fronteira até o rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira.

as (AFP, Lusa)

Guterres diz que guerra do Irã já foi "longe demais" e pede fim do conflito
O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou duramente, nesta quarta-feira (25/03), os envolvidos na guerra no Oriente Médio e afirmou que os combates "ultrapassaram limites que até mesmo os líderes consideravam inimagináveis".

Ele pediu especificamente aos EUA e a Israel, cujos ataques conjuntos em 28 de fevereiro deram início à guerra contra o Irã, que encerrem os combates, visto que "o sofrimento humano se aprofunda, as baixas civis aumentam e o impacto econômico global é cada vez mais devastador".

Guterres acrescentou: "Minha mensagem para o Irã é que pare de atacar seus vizinhos".

"O mundo está à beira de uma guerra de grandes proporções, uma onda crescente de sofrimento humano e um choque econômico global ainda mais profundo. Isso já foi longe demais", declarou.

Guterres afirmou que o Hezbollah deve parar de lançar ataques contra Israel e que Israel deve cessar suas operações militares e ataques no Líbano, que atingem principalmente os civis. "O modelo de Gaza não deve ser replicado no Líbano", disse.

Ele anunciou a nomeação do diplomata francês Jean Arnault como enviado pessoal para liderar os esforços da ONU no conflito e nas recentes iniciativas de paz em andamento.

as (AP, AFP, Reuters)

Quem é o político que EUA querem "testar" como líder do Irã
O presidente Donald Trump afirmou na segunda‑feira (23/03) que os Estados Unidos estavam negociando com o Irã, alimentando esperanças de um possível acordo para encerrar a guerra iniciada há quase quatro semanas.

Segundo informações do Axios, Egito, Paquistão e Turquia mediaram as conversas no domingo. Os mesmos três países tentaram ainda organizar para o dia seguinte, de acordo com o mesmo portal americano, uma ligação com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e sua equipe.

A liderança em Teerã nega qualquer diálogo. Já Ghalibaf chamou o assunto de fake news, cujo objetivo seria ganhar tempo e manipular os mercados financeiros e de petróleo.

Mas, segundo o site Politico, o governo Trump vem discretamente considerando Ghalibaf como um possível parceiro – e até mesmo um futuro líder –, à medida que o presidente sinaliza uma mudança da pressão militar para uma solução negociada.

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Irã confirma recebimento do plano dos EUA e diz que propostas são "excessivas"
O regime do Irã confirmou nesta quarta-feira (25/03) o recebimento de uma proposta de 15 pontos dos Estados Unidos para pôr fim à guerra em curso, mas rejeitou vários itens por considerá-los "excessivos".

O plano de paz de 15 pontos não foi divulgado pelo governo de Trump, mas vários sites e emissoras internacionais de notícias revelaram que ele incluem exigências aos iranianos de desmantelamento das instalações nucleares iranianas, compromisso permanente de jamais desenvolver armas nucleares e limites no alcance e no número de mísseis.

Depois que autoridades paquistanesas informaram à agência de notícias AFP que o plano havia sido "transmitido ao Irã via Paquistão", a mídia estatal iraniana citou um representante do regime afirmando que Teerã deseja pôr fim à guerra, mas apenas "no momento de sua própria escolha" e "somente se [suas] próprias condições forem atendidas".

Entre essas condições, destacam-se o "fim dos ataques e assassinatos", o estabelecimento de "garantias concretas" para impedir a recorrência da guerra e o "pagamento pelos danos de guerra", segundo o membro do regime.

Ele afirmou ainda que o Irã não permitiria que o presidente dos EUA, Donald Trump, "ditasse o momento do fim da guerra" e que as "operações defensivas" continuariam até que suas condições fossem atendidas.

O Irã também insiste que não está envolvido em negociações com os EUA e um porta-voz militar iraniano ironizou os esforços diplomáticos americanos.

jps (DW)

Israel diz que já lançou 15 mil bombas sobre o Irã
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Eyal Zamir, afirmou nesta quarta-feira (25/03) que as forças israelenses já lançaram mais de 15 mil bombas sobre o Irã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Em comunicado divulgado pelo jornal Jerusalem Post, as Forças Armadas de Israel afirmaram ter lançado quatro vezes mais munições do que durante a guerra de 12 dias contra o Irã no ano passado.

No entanto, a frequência dos bombardeios tem diminuido desde os primeiros dias da guerra deste ano, quando tanto Israel quanto os EUA lançavam cerca de 1.000 bombas por dia. O Jerusalem Post informou que, em alguns dias, os ataques caíram para cerca de 200 por dia.

jps (DW)

O que diz o plano de paz de 15 pontos dos EUA ao Irã?
A imprensa americana noticiou que os EUA apresentaram um plano de 15 pontos para encerrar a guerra com o Irã e que o Paquistão teria entregado a proposta aos iranianos.

O presidente Donald Trump afirmou repetidamente esta semana que os EUA estão em negociações com o Irã, o que o Irã nega categoricamente.

Nesta terça-feira, o Paquistão confirmou que lidera uma iniciativa de mediação, juntamente com a Turquia e o Egito, e se ofereceu para sediar possíveis conversas entre os dois lados.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, confirmou que negociações entre Washington e Teerã podem ocorrer em Islamabad, no Paquistão, já no próximo fim de semana.

O plano de paz de 15 pontos não foi divulgado pelo governo de Trump, mas vários sites e emissoras internacionais de notícias, incluindo a israelense Channel 12 e a catari Al Jazeera, revelaram o que seriam os detalhes do plano, com alguns dos pontos corroborados ou ampliados por relatos de altos funcionários dos governos paquistanês e egípcio às agências de notícias AP, Reuters e DPA.

O que está no plano de paz de 15 pontos?

Segundo a emissora israelense Channel 12, citada pela Al Jazzera, entre os pontos do acordo estão:

– Um cessar-fogo de 30 dias;

– O desmantelamento das instalações nucleares iranianas em Natanz, Isfahan e Fordow;

– O compromisso permanente do Irã de jamais desenvolver armas nucleares;

– A entrega do estoque de urânio já enriquecido do Irã à AIEA e um compromisso do Irã de permitir que a AIEA monitore todos os elementos da infraestrutura nuclear remanescente do país. O Irã também deve parar de enriquecer urânio em seu território;

– Limites no alcance e no número de mísseis iranianos;

– Fim do apoio do Irã a grupos armados regionais;

– Fim dos ataques iranianos a instalações energéticas regionais;

– Reabertura do Estreito de Ormuz. A agência de notícias alemã DPA informou, citando um alto funcionário do governo paquistanês, que a proposta prevê o controle conjunto do Estreito de Ormuz por meio de uma força-tarefa marítima composta por EUA, Irã, Paquistão e algumas nações do Golfo Pérsico.

Em troca, os Estados Unidos oferecem:

– A remoção de todas as sanções impostas ao Irã, juntamente com o fim do mecanismo da ONU que permite a reimposição de sanções;

– Apoio para a geração de eletricidade na usina nuclear civil de Bushehr, no Irã. Segundo a AP, o plano inclui a proposta de cooperação nuclear civil.

as (AP, Reuters, DPA, OTS)

Irã mantém ataques aéreos a Israel e países do Golfo
O Irã continuou nesta quarta-feira (25/03) a lançar ataques contra países da região que considera alinhados aos EUA.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou o início de uma nova onda de ataques contra Israel e afirmou que já atingiu pontos estratégicos e instalações militares no norte do país em apoio ao Hezbollah.

A Guarda Revolucionária afirmou que as instalações, sobre as quais não deu maiores detalhes, foram "destruídas sob um intenso e contínuo bombardeio", segundo informou a agência de notícias Tasnim, que é próxima do grupo militar de elite iraniano.

Teerã afirmou que essa operação marca o início de uma série de ações contra Israel e advertiu que tanto as posições das tropas israelenses nos territórios palestinos e cidades como Tel Aviv, Kiryat Shmona ou Bnei Brak, quanto bases militares dos Estados Unidos na região serão alvos de ataques intensos.

Ao longo da noite, as Forças de Defesa de Israel (FDI) identificaram ao menos três salvas de mísseis lançados a partir do Irã, sem que fossem registrados feridos ou vítimas. Não está claro se esses ataques correspondem aos reivindicados por Teerã.

Foram relatados lançamentos de mísseis também na região do Golfo Pérsico, onde um ataque atingiu o aeroporto internacional do Kuwait, lançando grandes colunas de fumaça preta no céu.

Um depósito de combustível no aeroporto ficou em chamas após ter sido atingido por um ataque de drones, anunciou a autoridade de aviação civil do emirado, com danos materiais e sem vítimas.

Os militares iranianos também afirmaram terem disparado mísseis de cruzeiro contra o porta-aviões USS Abraham Lincoln.

Os ataques iranianos se deram após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que há negociações entre Washington e Teerã, o que o Irã nega.

as (DW, AFP, Efe, Lusa)

AIEA diz que negociações entre EUA e Irã podem ocorrer no Paquistão
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, confirmou que negociações entre Washington e Teerã podem ocorrer em Islamabad, no Paquistão, já no próximo fim de semana.

Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, Grossi disse que os contatos para um acordo entre os lados beligerantes estão em curso.

Grossi sublinhou que os ataques ao Irã não causaram danos "decisivos" nas instalações nucleares do país.

as (AP, Lusa)

Curdos iraquianos dizem que Irã reconheceu erro em ataque com seis mortos
O presidente do Curdistão iraquiano, Nechirvan Barzani, disse nesta quarta-feira (25/03) que as autoridades iranianas reconheceram que os ataques àquela região autônoma do Iraque foram um erro e que estão investigando o caso.

Na terça-feira, ao menos seis soldados curdos morreram e outras 30 pessoas ficaram feridas em dois ataques com mísseis balísticos no norte do Iraque.

Barzani deslocou-se à cidade de Soran para prestar homenagem às vítimas e suas famílias, após os ataques às forças armadas do governo regional curdo daquela região fronteiriça com o Irã.

as (Lusa)

Paquistão entregou plano de paz ao Irã, diz imprensa dos EUA
A imprensa americana noticiou que os EUA apresentaram um plano de 15 pontos para encerrar a guerra com o Irã, com o Paquistão atuando como intermediário para entregar a proposta aos iranianos.

Trump afirmou repetidamente esta semana que os EUA estão em negociações com o Irã e que Teerã quer chegar a um acordo para encerrar as hostilidades, uma alegação que o Irã tem repetidamente negado.

O Irã recebeu o plano de 15 pontos dos EUA para alcançar um cessar-fogo, confirmaram dois funcionários paquistaneses nesta quarta-feira (25/03) à agência de notícias AP. A notícia já havia sido veiculada em primeira mão no dia anterior pelo jornal The New York Times.

Nesta terça-feira, o Paquistão confirmou que lidera uma iniciativa de mediação, juntamente com a Turquia e o Egito, e se ofereceu para sediar possíveis conversas entre os dois lados, que poderiam ocorrer ainda esta semana.

Uma alta autoridade iraniana declarou à agência de notícias Reuters que tanto o Paquistão como a Turquia estão sendo considerados para sediar as negociações diretas.

O Irã insiste que não está envolvido em negociações com os EUA e um porta-voz militar iraniano ironizou os esforços diplomáticos americanos.

O que estaria no plano dos EUA?

Os dois funcionários paquistaneses falaram com a AP sob condição de anonimato, pois não estavam autorizados a discutir o tema publicamente.

Eles disseram que a proposta inclui o alívio das sanções, a cooperação nuclear civil, uma redução do programa nuclear iraniano, o monitoramento pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.

De acordo com a emissora israelense Channel 12, o plano inclui compromissos do Irã de não buscar armas nucleares e de entregar seu estoque de urânio enriquecido à AIEA.

Um funcionário do governo egípcio envolvido nos esforços de mediação acrescentou que a proposta inclui restrições ao apoio do Irã a grupos armados na região.

A agência de notícias alemã DPA informou, citando um alto funcionário do governo paquistanês, que a proposta dos EUA prevê o controle conjunto do Estreito de Ormuz por meio de uma força-tarefa marítima composta por EUA, Irã, Paquistão e algumas nações do Golfo Pérsico.

O veículo de notícias americano Axios, citando uma fonte com conhecimento do assunto, informou que o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, disse ao presidente Donald Trump que o Irã concordou com vários pontos-chave, incluindo a entrega de seu estoque de urânio altamente enriquecido.

No entanto, ainda não está claro como Teerã responderá formalmente à proposta. A reação de Israel, outra parte envolvida no conflito, também é incerta.

Qualquer negociação direta entre os EUA e o Irã enfrentaria grandes desafios. Muitos dos objetivos de Washington, particularmente em relação aos programas de mísseis balísticos e nuclear do Irã, continuam difíceis de serem alcançados, e não está claro quem no governo iraniano tem autoridade ou estaria disposto a negociar com o governo de Trump.

Progressos rápidos

O analista de segurança Syed Muhammad Ali, baseado em Islamabad e com conhecimento das negociações de cessar-fogo em andamento, disse nesta quarta-feira que as discussões facilitadas pela cúpula política e militar do Paquistão estavam progredindo de forma discreta, mas rápida.

"Houve um progresso significativo e rápido nessas negociações indiretas entre os Estados Unidos e o Irã, que estão sendo facilitadas pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif, pelo chefe do Exército, marechal de campo Asim Munir, e por alguns altos funcionários paquistaneses", disse Ali à AP.

Ele afirmou que os líderes iranianos permanecem profundamente desconfiados devido ao que ele descreveu como "ataques de decapitação" contra sua liderança política, militar e de inteligência e que concordariam com negociações diretas no Paquistão somente se garantias firmes dos EUA fossem fornecidas para interromper os ataques ao Irã.

Paquistão confirma esforços

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, declarou nesta terça-feira na rede social X que, "com a aprovação dos Estados Unidos e do Irã, o Paquistão está disposto e honrado para acolher negociações significativas e conclusivas que permitam uma solução abrangente" para a guerra.

Na sua postagem, Sharif assinalou as contas de Trump, de Witkoff e do ministro dos Exterior iraniano, Abbas Araghchi.

Trump compartilhou a publicação do chefe do governo paquistanês sem adicionar qualquer comentário.

A embaixada iraniana no Paquistão considerou a oferta de negociações dos Estados Unidos "uma farsa" e negou qualquer diálogo com Washington.

as (AP, DPA, Lusa)

China defende diálogo e afirma apoiar esforços pela paz
O governo da China afirmou nesta quarta-feira (25/03) que apoia todas as tentativas de reduzir as tensões no Oriente Médio e iniciar negociações de paz.

"Um cessar-fogo e o fim das hostilidades são a principal prioridade, e o diálogo e as negociações são o caminho a seguir", disse o porta-voz do Ministério do Exterior da China em Pequim.

Ele acrescentou que o ministro chinês do Exterior, Wang Yi, disse na terça-feira ao seu colega iraniano, Abbas Araghchi, que todas as partes devem "aproveitar todas as oportunidades e janelas para a paz" para que as negociações de paz possam começar o mais rapidamente possível.

Wang disse ao ministro iraniano que a China vai continuar se opondo à violação da soberania de outros países.

Esta foi a segunda conversa entre os chefes da diplomacia dos dois países desde o início do conflito, no final de fevereiro.

A China, principal parceiro comercial do Irã e maior comprador do seu petróleo, tem condenado os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, ao mesmo tempo que defende o respeito pela soberania dos países do Golfo Pérsico, com os quais mantém relações estreitas.

as (Lusa, AP)