Ao longo de sua trajetória, Isabelle Drummond vem expandindo sua atuação para além da interpretação, aproximando-se de projetos autorais que investigam a relação entre palavra, imagem e sensibilidade. Esse movimento se materializa em “Árias Pequenas, Para Bandolim”, curta-metragem que inaugura a série autoral Isabelle do Mundo e propõe uma experiência cinematográfica construída a partir do encontro entre poesia, corpo e diferentes gerações de artistas.
O projeto foi idealizado por Isabelle em parceria com Denise Saraceni, a partir do poema homônimo de Hilda Hilst, e conta com a colaboração artística de Vera Holtz. O ponto de partida foi o desafio de transpor para o audiovisual um texto literário marcado por forte carga simbólica e emocional, buscando uma linguagem que extrapolasse a leitura ou a simples recitação. “Queríamos fugir da declamação e encontrar uma forma de tornar esse poema vivo na imagem, no corpo e na cena”, explica Isabelle.
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Para a atriz, o curta também reflete um posicionamento sobre a forma como a literatura pode circular e se renovar no presente. “Eu gosto de experimentar e acho importante levar esse tipo de pesquisa para as redes, como uma forma de relembrar a nossa literatura e apresentar Hilda Hilst a novas gerações. Ela é uma joia nossa. Trabalhar nesse projeto, ao lado da Denise e da Vera, foi também um reencontro entre mulheres de origens diferentes, mas com muito em comum: o amor pela arte e pelo que ela pode provocar. O curta celebra a troca, a escuta e a possibilidade de transformar um texto simbólico em algo vivo”, afirma.
Essa dimensão viva e sensorial da obra é aprofundada por Vera Holtz, que traduz em palavras a experiência corporal e imagética proposta pelo curta. Para a atriz, a poesia de Hilda Hilst atravessa o tempo, os personagens e o próprio corpo, ativando memórias, silêncios e desejos. “As sensações da poesia de Hilda estão impressas em marcas indeléveis no meu corpo. Elas atravessam personagens, camadas profundas, silêncios e gestos. Em Árias Pequenas, Para Bandolim, as cordas tocam os corpos em novelos, a imagem percorre minhas rugas com delicadeza, o tempo se dilata. Tudo ressoa como vitalidade e desejo, nos olhares, nos lábios, na matéria viva da cena. A poesia de Hilda transforma os dias em palavras líquidas, secretas, para serem ditas e vividas intensamente, antes que o mundo acabe.”
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Isabelle Drummond e Vera Holtz. Divulgação.