Após uma temporada marcada por sessões cheias, o espetáculo “Baixa Sociedade”, estrelado por Isabella Santoni, Luiz Fernando Guimarães e grande elenco, teve sua temporada prorrogada e segue em cartaz até meados de maio, no Teatro Renaissance, em São Paulo. A extensão confirma a forte adesão do público a um texto que, mesmo escrito em 1979, revela traços ainda atuais, especialmente na forma como aborda a ambição individual, a busca por status social e as relações construídas a partir de aparências e conveniências.
A exibição ocorre em um momento simbólico para a montagem, pouco após a morte de seu autor, Juca de Oliveira, no último dia 21, aos 91 anos. Em cena, a obra passa a carregar também o peso de um legado, mantendo vivo um olhar crítico que atravessa gerações.
Sob os holofotes, a atriz, conhecida por trabalhos na televisão e no streaming, como a série “Dom”, do Prime Video, consolida no teatro um espaço de amadurecimento artístico.
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Sobre a recepção da obra, ela comenta: “Foi curioso perceber como esse texto, mesmo sendo de 1979, ainda traz aspectos que soam atuais na sociedade de hoje, quando, por exemplo, trata de comportamento, de relações de interesse e de uma necessidade constante de validação. O público ria, mas também reconhecia o que estava vendo, e isso ficava evidente a cada sessão”, afirma.
Para a atriz, a experiência nos palcos tem um papel central em sua trajetória: “É uma honra estar em cena com um texto que carrega tanto do Juca. De certa forma, é um registro vivo desse legado”, diz. Ela também destaca a troca direta com a plateia como um diferencial do teatro: “É uma experiência que me transforma a cada apresentação.”
Com apresentações às sextas-feiras, às 19h30, aos sábados, às 19h, e aos domingos, às 17h, o espetáculo se soma a outras experiências recentes de Isabella nos palcos, como “O Cravo e a Rosa”, em que interpretou Catarina na adaptação teatral do sucesso de Walcyr Carrasco para a TV Globo.