Irã prende mais de 460 pessoas por atividades desestabilizadoras na internet

As autoridades iranianas anunciaram nesta terça-feira (24) a detenção de 466 pessoas acusadas de tentar desestabilizar o país na internet, informou a agência oficial IRNA, no 25º dia da guerra no Oriente Médio.

“Esses indivíduos buscavam semear confusão entre a opinião pública, criar medo e ansiedade no seio da sociedade, promover a insegurança e difundir propaganda a favor do inimigo”, publicou a IRNA, que citou a polícia iraniana como fonte.

As autoridades não divulgaram a natureza dos atos atribuídos, nem as datas e locais das detenções.

O Irã cortou o acesso à internet em 28 de fevereiro, primeiro dia da guerra desencadeada pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos contra Teerã, que mataram o líder supremo da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei.

A Netblocks, o observatório de referência da conectividade mundial, afirmou nesta terça-feira que o corte da internet no Irã chega a 25 dias, um dos apagões de rede mais prolongados em todo o país.

Há quase um mês, apenas algumas pessoas autorizadas têm acesso à internet global. As demais se conectam esporadicamente por meio de programas VPN ou terminais da Starlink, proibidos no país. Os iranianos ainda podem acessar uma internet local para suas comunicações internas ou pedidos online.

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