Economia

Irã poderá triplicar exportações de ureia para o Brasil, diz estatal do país

O Irã poderá triplicar as exportações de ureia para o Brasil, segundo disseram representantes da estatal iraniana National Petrochemical Company (NPC) à ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em reunião com a ministra, que está no Irã, nesta sexta-feira, 18, o presidente da empresa Morteza, Shah-Mirzaei, disse que as exportações de ureia para o Brasil poderão chegar a 2 milhões de toneladas por ano, conforme nota divulgada pela pasta. De acordo com dados do ministério, atualmente, o Irã exporta 600 mil toneladas por ano ao País.

No encontro, a ministra reforçou o interesse brasileiro no fertilizante produzido no Irã. “Essa garantia de que teremos um volume maior para importar do Irã será muito boa para a agricultura brasileira. Em parceria com o Irã, asseguraremos a compra estratégica desses insumos para continuar produzindo mais alimentos, com maior eficiência”, disse a ministra.


A NPC é uma filial do Ministério do Petróleo Iraniano e é responsável pelo desenvolvimento e funcionamento do setor petroquímico iraniano. Conforme o ministério, atualmente, o país é o segundo maior produtor e exportador de produtos petroquímicos do Oriente Médio. O presidente da NPC afirmou que a estatal possui mais de 140 produtos petroquímicos, incluindo a ureia, que podem ser comercializados.

Comércio – A ministra também participou de um almoço no Fórum Empresarial Brasil-Irã. No evento, Tereza Cristina disse que o Irã se tornou o principal cliente da agricultura brasileira no Oriente Médio, importando soja, milho e carnes. Ela destacou que, além destes produtos, há interesse do Brasil em exportar algodão, arroz e açúcar ao país.

Segundo a ministra, em contrapartida, o Brasil pode adquirir mais produtos que já importa do Irã, como nozes, castanhas e frutas secas, além de comprar outros gêneros como o açafrão e o trigo. “Estou segura de que encontraremos o caminho certo para superar quaisquer adversidades e intensificar nosso comércio bilateral em benefício mútuo”, disse a ministra aos empresários iranianos.

Tereza Cristina enfatizou que uma alternativa passível de ser mais explorada entre os dois países é o comércio barter trade, levando grãos ou outras commodities brasileiras para o Irã e, nas mesmas embarcações, trazendo ureia e outros petroquímicos ao Brasil. “Há tradings brasileiras que já conhecem esse caminho e podem trabalhar para ampliar esse tipo de intercâmbio e oferecer produtos do nosso agro a preço mais atraente”, afirmou a ministra.

Amanhã, a ministra deverá se encontrar com o ministro da Agricultura do Irã, Seyed Javad Sadati Nejadi, e empresas públicas importadoras de alimentos. Tereza Cristina retorna ao Brasil no domingo (20).

Contato: isadora.duarte@estadao.com

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