Irã pede desculpas a países vizinhos e diz que vai parar ataques

TEERA, 7 MAR (ANSA) – O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu desculpas aos países vizinhos que foram atingidos por ataques lançados durante o conflito envolvendo o país persa, os Estados Unidos e Israel.   

“Peço desculpas aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã”, afirmou ele, em discurso transmitido pela televisão estatal neste sábado (7).   

Pezeshkian acrescentou que o país não pretende lançar novos ataques contra territórios vizinhos, a menos que agressões contra o Irã partam dessas regiões.   

Segundo ele, o chamado “Conselho de Liderança Interina” decidiu que “nenhum míssil será lançado contra países vizinhos” se ataques contra o Irã não vierem deles. “Acho que devemos resolver isso por meio da diplomacia”, enfatizou.   

O conselho passou a liderar o país após o assassinato do líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei, na semana passada, em ataques coordenados por Estados Unidos e Israel.   

Apesar do gesto de conciliação com os países vizinhos, o presidente manteve um tom duro em relação aos Estados Unidos.   

Pezeshkian acusou o governo de Donald Trump de violar o direito internacional ao atacar hospitais e escolas.   

Além disso, o líder iraniano garantiu que o país “jamais se renderá” aos Estados Unidos e a Israel, em referência a uma fala de Trump, na qual enfatizou que somente a rendição total do Irã poderá encerrar a guerra.   

“Os inimigos devem levar para o túmulo o desejo de rendição do povo iraniano”, declarou Pezeshkian, segundo a agência AFP, reforçando que o Irã não aceitará pressões externas.   

Durante o discurso transmitido pela televisão estatal a partir de Teerã, o presidente também afirmou que os adversários “não têm o direito de ignorar o Irã” e reiterou que o país se submete apenas “ao direito internacional e aos princípios humanitários, dos quais os inimigos apenas falam”.   

Por fim, Pezeshkian declarou que as forças militares iranianas receberam autorização para responder aos ataques recentes.   

De acordo com ele, comandantes do país “tomaram todas as medidas necessárias” para defender o território nacional, inclusive abrindo fogo após a morte de líderes e comandantes militares em ataques ocorridos no dia anterior. (ANSA).