O petroleiro iraniano interceptado pelas autoridades britânicas frente a costa de Gibraltar não seguia para a Síria, como afirmou Londres – declarou o vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Abas Araghchi, neste domingo (7).
O navio “Grace 1” “transportava petróleo iraniano”, declarou Araghchi, em entrevista coletiva em Teerã.
“Ao contrário do que disse o governo britânico, o destino do petroleiro não era a Síria […], ia para outra parte”, acrescentou, sem especificar o lugar.
Segundo ele, a embarcação é um “petroleiro gigante com capacidade de 2 milhões de barris”, motivo pelo qual “não era possível passá-lo pelo Canal de Suez” para chegar ao Mediterrâneo.
“Grace 1” foi interceptado na quinta-feira frente ao território britânico de Gibraltar, no extremo sul da Península Ibérica, após uma operação classificada pelo Irã como um ato de “pirataria” em alto-mar.
“Temos razões para crer que ‘Grace 1’ levava sua carga de petróleo cru para a refinaria de Banias, na Síria”, propriedade “de uma entidade sujeita às sanções da União Europeia contra a Síria” e que se tratava de uma “violação” das sanções, afirmou o chefe de governo de Gibraltar, Fabian Picardo.
Teerã exigiu a liberação “imediata” do petroleiro, mas a Justiça britânica autorizou sua imobilização até 19 de julho.
Reiterando a determinação do Irã de fazer “valer [seus] direitos” por todos os meios, Araghchi expressou sua esperança de que “logo” se encontre uma solução pela via “diplomática”.