O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que quando os EUA terminarem a operação militar contra o Irã, Teerã não terá mais qualquer capacidade de armamento contra os EUA, Israel e quaisquer aliados dos EUA por um longo tempo.
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“Quase concluída”
O republicano considera que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída” e que os EUA estão “muito à frente” de seu prazo inicial estimado em quatro ou cinco semanas, de acordo com relato de uma repórter da CBS News na plataforma X, citando uma entrevista com Trump.
“Acho que a guerra está praticamente concluída, praticamente. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea”, disse Trump, segundo a repórter da CBS News na Casa Branca Weijia Jiang. O mandatário também disse que os EUA estão “muito à frente” de seu prazo inicial estimado de 4 a 5 semanas para a guerra, segundo a repórter.
Sobre o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, Trump disse à CBS News: “Não tenho nenhuma mensagem para ele”. Ele afirmou que tem alguém em mente para substituir Khamenei, mas não entrou em detalhes. Anteriormente, o republicano havia afirmado que qualquer líder do Irã que não fosse aprovado por ele “não duraria muito”.
O antigo líder do Irã, Ali Khamenei, foi morto no primeiro dia de guerra, após ataques de EUA e Israel. As ofensivas foram inicialmente justificadas como uma forma de prevenir o “programa nuclear iraniano”, já que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirma que o país islâmico está perto de construir uma bomba atômica. Associações de monitoramento internacional, porém, apontam que não há sinais de que o regime dos Aiatolás esteja mantendo arsenal nuclear.
Com a morte de Ali Khamenei, autoridades americanas e israelenses passaram a admitir também a intenção de reconduzir o governo iraniano e destituir o regime do Aiatolás.
A guerra
A guerra generalizada imposta no Oriente Médio no dia 28 de fevereiro após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã deixou a comunidade internacional em alerta. Com mais de 1600 mortos em menos de uma semana, o conflito já é classificado por analistas como “o mais grave desde a Segunda Guerra Mundial”.
Incluindo os ataques de retaliação do país persa a aliados de Washington na região, já são mais de uma dezena de nações atingidas – do Chipre, passando pelo Líbano, até o Kuwait.
A maior preocupação acerca dos conflitos contemporâneos reside na potência destrutiva das armas nucleares. Desde os últimos combates globais, a indústria bélica evoluiu e os arsenais atômicos passaram a representar um trunfo de chantagem e demonstração de força. Os países que detêm ogivas e bombas assinalam vantagem em atritos diplomáticos já que, em último caso, podem apelar para a ameaça física.