Irã não terá armas contra EUA e Israel ao fim da guerra, diz Trump

Presidente dos Estados Unidos disse que conflito está próximo de terminar

Donald Trump
Donald Trump Foto: AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que quando os EUA terminarem a operação militar contra o Irã, Teerã não terá mais qualquer capacidade de armamento contra os EUA, Israel e quaisquer aliados dos EUA por um longo tempo.

+ Dólar cai 1,45%, a R$ 5,16, e Ibovespa sobe 0,86% após fala de Trump

“Quase concluída”

O republicano considera que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída” e que os EUA estão “muito à frente” de seu prazo inicial estimado em quatro ou cinco semanas, de acordo com relato de uma repórter da CBS News na plataforma X, citando uma entrevista com Trump.

“Acho que a guerra está praticamente concluída, praticamente. Eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea”, disse Trump, segundo a repórter da CBS News na Casa Branca Weijia Jiang. O mandatário também disse que os EUA estão “muito à frente” de seu prazo inicial estimado de 4 a 5 semanas para a guerra, segundo a repórter.

Sobre o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, Trump disse à CBS News: “Não tenho nenhuma mensagem para ele”. Ele afirmou que tem alguém em mente para substituir Khamenei, mas não entrou em detalhes. Anteriormente, o republicano havia afirmado que qualquer líder do Irã que não fosse aprovado por ele “não duraria muito”.

O antigo líder do Irã, Ali Khamenei, foi morto no primeiro dia de guerra, após ataques de EUA e Israel. As ofensivas foram inicialmente justificadas como uma forma de prevenir o “programa nuclear iraniano”, já que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirma que o país islâmico está perto de construir uma bomba atômica. Associações de monitoramento internacional, porém, apontam que não há sinais de que o regime dos Aiatolás esteja mantendo arsenal nuclear.

Com a morte de Ali Khamenei, autoridades americanas e israelenses passaram a admitir também a intenção de reconduzir o governo iraniano e destituir o regime do Aiatolás.

A guerra

A guerra generalizada imposta no Oriente Médio no dia 28 de fevereiro após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã deixou a comunidade internacional em alerta. Com mais de 1600 mortos em menos de uma semana, o conflito já é classificado por analistas como “o mais grave desde a Segunda Guerra Mundial”.

Incluindo os ataques de retaliação do país persa a aliados de Washington na região, já são mais de uma dezena de nações atingidas – do Chipre, passando pelo Líbano, até o Kuwait.

A maior preocupação acerca dos conflitos contemporâneos reside na potência destrutiva das armas nucleares. Desde os últimos combates globais, a indústria bélica evoluiu e os arsenais atômicos passaram a representar um trunfo de chantagem e demonstração de força. Os países que detêm ogivas e bombas assinalam vantagem em atritos diplomáticos já que, em último caso, podem apelar para a ameaça física.