O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou nesta quarta-feira (23) que os Estados Unidos falharam em seu objetivo de provocar o “colapso” de Teerã. O líder iraniano avalia que o país persa enfrenta uma “guerra de grande escala nos âmbitos econômico, militar e de segurança”, mas garantiu que a nação não se renderá aos americanos.
- Irã resiste a pressões dos EUA e não se renderá, afirma presidente Pezeshkian.
- Na visão de Teerã, o país enfrenta uma “guerra de grande escala” econômica e de segurança.
- Chanceler iraniano classificou a pressão americana como “tática de intimidação” já conhecida.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian, em discurso citado pela agência de notícias Mehr, enfatizou que o objetivo do “inimigo” era o colapso do Irã, algo que não se concretizou. Ele apontou que há bloqueios de estradas e negociações com governos muçulmanos para impedir acordos com Teerã, visando forçar uma rendição que jamais ocorrerá.
O Irã busca acordos em meio à tensão?
O chefe de Estado defendeu o memorando de entendimento recente com Washington. Segundo Pezeshkian, o documento não contém cláusulas que impliquem capitulação ou exijam concessões por parte da nação persa. Ele reiterou a necessidade de superar a situação de “nem guerra nem paz”.
Pezeshkian explicou que as autoridades iranianas discutem formas de superar o impasse e chegar a um entendimento que preserve os princípios e valores do país. O líder persa argumentou que o conflito não oferece uma solução, enquanto a incerteza prolongada sobre uma possível retomada das hostilidades afeta negativamente a economia nacional.
Qual a natureza da “guerra” contra o Irã?
Reiterando sua posição, o presidente afirmou que o Irã está travando uma “guerra de grande escala” nos âmbitos econômico, militar e de segurança. “O inimigo alega que pode facilmente impor ao Irã as sanções mais devastadoras ou aterrorizantes, mas estamos resistindo a essa guerra desigual”, declarou Pezeshkian.
Em linha com a postura de Teerã, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou a campanha de pressão econômica do ex-presidente americano Donald Trump contra o país como táticas de “intimidação” de longa data de Washington. Araghchi concluiu que a “guerra econômica é um cenário recorrente e a mesma velha tática de intimidação na política americana. É um filme que já vimos muitas vezes, e sabemos como lidar com isso”.
Da IstoÉ com ANSA.