Irã diz que jogadoras que receberam asilo na Austrália podem voltar ‘em paz’

ROMA, 10 MAR (ANSA) – O Ministério Público do Irã garantiu nesta terça-feira (10) que as jogadoras da seleção que receberam asilo na Austrália, sede da Copa da Ásia de futebol feminino, poderão retornar ao país persa em “paz e segurança”.   

As autoridades iranianas afirmaram que as atletas, que se recusaram a cantar o hino nacional antes de um jogo em solidariedade aos protestos sangrentos que eclodiram em Teerã em janeiro, agiram sob “desequilíbrio emocional”.   

“Algumas jogadoras de nossa dedicada seleção feminina, filhas desta terra, involuntariamente e sob o desequilíbrio emocional provocado pelas conspirações do inimigo, comportaram-se de maneira que despertou a excitação delirante de líderes criminosos israelenses e americanos. Elas estão convidadas a retornar à sua pátria em paz e com segurança”, informou o MP de Teerã.   

As cinco mulheres que receberam asilo na Austrália têm entre 20 e 30 anos de idade. Segundo informações da emissora da diáspora iraniana Iran International, outras duas integrantes da equipe também pediram asilo.   

A agência de notícias IRNA, por sua vez, informou que o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, acusou Washington e Camberra de “fazerem as jogadoras reféns, sob o pretexto de resgatá-las, e de intimidá-las para que buscassem asilo político”.   

A Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) classificou os recentes comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pressionou os australianos a conceder asilo às jogadoras, como “interferência política”.   

Em meio às trocas de hostilidades no Oriente Médio, o Irã já foi eliminado da Copa da Ásia feminina, mas a seleção masculina está classificada para a Copa do Mundo, que ocorrerá nos EUA, Canadá e México. Em junho, os persas jogarão todas as três partidas da fase de grupos em solo americano. (ANSA).