Irã diz ter atirado em navio de guerra americano; EUA negam ataque

Ação de Teerã contra navio dos EUA ocorre em meio a "Projeto Liberdade" para garantir navegação comercial

Estreito de Ormuz
Navio de carga navega no Estreito de Ormuz Foto: REUTERS/Stringer

O Irã afirmou ter disparado dois mísseis contra um navio de guerra dos Estados Unidos, que tentava se aproximar do crucial Estreito de Ormuz. O incidente teria em meio ao lançamento do “Projeto Liberdade”, uma iniciativa norte-americana para garantir a navegação comercial na via marítima, cuja segurança é disputada entre Teerã e Washington. Segundo a agência de notícias iraniana Fars, que cita fontes locais, os dois mísseis teriam atingido a embarcação americana perto de Jask. A ação veio após o navio ignorar repetidas advertências das autoridades da República Islâmica.

As Forças Armadas dos Estados Unidos negaram o ataque. “Nenhum navio da Marinha dos Estados Unidos foi atacado. As forças americanas apoiam o Projeto Liberdade e mantêm um bloqueio aos portos iranianos”, escreveu na rede social X o Comando Central, responsável pelas operações militares no Oriente Médio.

O que aconteceu

  • O Irã afirmou ter disparado mísseis contra um navio de guerra dos EUA, que ignorou advertências ao se aproximar do Estreito de Ormuz. EUA negaram o ataque.
  • Tensão em Ormuz ocorre após o lançamento do “Projeto Liberdade”, uma iniciativa americana para assegurar a livre navegação no estratégico corredor marítimo.
  • Teerã reiterou que a segurança em Ormuz está sob seu controle e exige coordenação para qualquer movimentação na região.

A Fars também informou que o navio se afastou após os disparos. Paralelamente, a TV estatal do Irã publicou uma declaração da Marinha iraniana, que disse ter “impedido” a entrada de embarcações dos EUA no Estreito de Ormuz.

O que é o “Projeto Liberdade”?

O “Projeto Liberdade” teve início nesta segunda-feira (4), conforme informações do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom). A missão é descrita como “defensiva”, com o objetivo declarado de “fornecer apoio aos navios mercantis que pretendem transitar livremente por esse corredor essencial para o comércio internacional”.

De acordo com o Centcom, a iniciativa mobiliza contratorpedeiros, mais de 100 veículos e 15 mil militares. Contudo, o plano não prevê a escolta direta de embarcações. O portal americano Axios detalhou que a Marinha dos EUA oferecerá inteligência sobre as “melhores rotas marítimas” no estreito, visando ajudar navios a evitar áreas que possam estar minadas pelas forças iranianas.

Irã reafirma controle sobre o estreito

Em contrapartida, Teerã reiterou veementemente que a segurança em Ormuz permanece “sob controle” da República Islâmica. As autoridades iranianas enfatizam que qualquer movimentação segura na região “deve ser coordenada” diretamente com elas.

Com informações da Ansa