PARIS, 12 JAN (ANSA) – O Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou os embaixadores da Alemanha, França, Itália e Reino Unido em razão do apoio de seus respectivos países aos protestos populares contra o governo dos aiatolás.
Durante o encontro, os diplomatas assistiram a um vídeo que mostrava os danos causados pelos manifestantes e foram instados a retirar as declarações oficiais de seus governos em apoio às mobilizações.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou em uma reunião com os representantes estrangeiros que os protestos “tornaram-se violentos e sangrentos para fornecer uma desculpa” a uma possível intervenção dos Estados Unidos, segundo informações da Al Jazeera.
Apesar do aumento da violência registrado no último fim de semana, o chanceler garantiu que “a situação agora está sob total controle”.
Após o posicionamento de Teerã, a China manifestou total oposição à “interferência estrangeira” no Irã e instou “todas as partes envolvidas a se esforçarem para alcançar a paz e a estabilidade no Oriente Médio”.
A organização não governamental Iran Human Rights, sediada na Noruega, informou que pelo menos 648 manifestantes foram mortos desde o início dos atos, há 16 dias. Segundo a ONG, nove menores de idade estão entre as vítimas, enquanto milhares de pessoas ficaram feridas.
Em um comunicado, Pequim afirmou que o país “sempre defendeu que a soberania e a segurança de todas as nações devem ser plenamente protegidas pelo direito internacional” e que, por essa razão, “espera que o governo e o povo iranianos consigam superar as dificuldades atuais e manter a estabilidade”.
O Parlamento Europeu, por sua vez, proibiu a entrada de todos os diplomatas e representantes do governo iraniano em suas dependências.
“Não podemos continuar como se nada tivesse acontecido. Esta assembleia não irá contribuir para legitimar um regime que se sustenta por meio de tortura, repressão e assassinatos”, escreveu a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, em publicação no Facebook. (ANSA).